Mercados operam na expectativa do CPI de abril dos EUA

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NESTA MANHÃ
  • Hoje, no Brasil, os investidores continuam acompanhando a temporada de balanços e também a divulgação da produção industrial (09h). No exterior, as bolsas se voltam para a leitura do CPI americano (09h30), que tem a mediana das expectativas em 0,4% para o crescimento na margem. 
  • As bolsas na Ásia fecharam em queda acompanhando o pessimismo de Wall Street, à medida que a cautela predomina antes da divulgação dos números da inflação ao consumidor americana referentes a abril. O índice Hang Seng registrou queda de 0,53%, enquanto o Xangai Composto recuou  1,15% e o Nikkei caiu 0,41%.
  • Na Europa, os mercados operam em baixa, revertendo ganhos da abertura e estendendo o tom negativo de ontem (09), à medida que investidores assumem uma postura cautelosa antes do CPI dos EUA. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 recua 0,21%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura negativa.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 3,50%.
  • Os contratos futuros do Brent caem 1,10%, a US$ 76,59 o barril.
  • O ouro recua 0,14%, a US$ 2.031,61 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 27,6 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:00 Brasil: Produção Industrial (Mar)
  • 09:30 EUA: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) (Abr)
  • 15:00 EUA: Balanço Orçamentário Federal (Abr)
  • 22:30 China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) (Abr)
  • 22:30 China: Índice de Preços ao Produtor (PPI) (Abr)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

O Ibovespa operou mais um dia descolado de Nova York e fechou no maior nível desde 23 de fevereiro, aos 107.113,66 pontos, o que representa alta de 1,01% na sessão. O movimento se apoiou nos segmentos mais líquidos e de maior peso no índice, e mesmo as utilities, que na sessão anterior haviam operado na contramão do Ibovespa, com Eletrobras à frente (ON +4,13%, PNB +3,82%), mais do que recuperando as perdas da elétrica no dia anterior. As ações do setor de consumo também tiveram valorização forte na sessão.

As taxas dos contratos de juros futuros avançaram levemente, puxadas inicialmente pela manutenção do tom hawkish da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio. Durante a tarde, declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central, acentuaram a tendência de alta, embora tenham sido lidas pelo mercado como melhores do que o previsto. 

O dólar à vista encerrou em baixa de 0,48%, cotado a R$ 4,9880, devolvendo parte da alta da sessão anterior, na esteira da confirmação do nome de Galípolo para a diretoria de Política Monetária do BC. Operadores atribuíram a recuperação do real a ajustes de posições e movimento de realização de lucros no mercado futuro de câmbio. O tom duro da ata do Copom, fluxo financeiro para a bolsa e internalização de recursos por exportadores teriam contribuído para segurar o dólar no mercado doméstico.

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em baixa, em um cenário com incertezas sobre a dívida americana, que vem sendo negociada, e também atenção à crise no setor bancário. Além disso, investidores aguardam com grande expectativa a publicação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos de abril, indicador que deve ser levado em conta para a definição dos próximos movimentos do Fed. O índice Dow Jones encerrou o pregão em queda de 0,17%, enquanto o S&P 500 caiu 0,46% e o Nasdaq recuou 0,63%.

Os juros dos Treasuries avançaram, em meio ao impasse sobre teto da dívida nos Estados Unidos e perspectivas de que o Fed mantenha a política monetária em nível restritivo por um tempo mais longo. Relatos na imprensa americana indicaram que, na reunião agendada para ontem (09) relativa ao limite da dívida, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a oposição republicana reforçariam suas posições. Se um acordo não for alcançado até junho, a maior economia do planeta corre o risco de dar um inédito calote da dívida, com consequências imprevisíveis.

À tarde, o presidente do Fed em Nova York, John Williams, afirmou não ver razões para esperar cortes de juros este ano. De acordo com ele, uma das variáveis que serão levadas em consideração será a evolução das condições de crédito, em meio às turbulências no setor bancário. A declaração contribuiu com o movimento de alta nas curvas de juros.

O índice DXY fechou em alta de 0,22%. Os investidores monitoraram as tensões recentes em bancos regionais dos Estados Unidos e também o impasse sobre o teto da dívida federal dos Estados Unidos, bem como declarações de dirigentes de importantes bancos centrais, como o Fed.

ATA DO COPOM

A ata do Copom, divulgada ontem, não apresentou grandes novidades em relação ao comunicado pós-encontro da semana passada. Na comparação com o documento de março, manteve as preocupações com o exterior, ressaltando a resiliência do mercado de trabalho norte-americano, reforçou a diferença dos instrumentos monetários e macroprudenciais, enfatizou, mais uma vez, a preocupação com a desancoragem da inflação, principalmente no longo prazo e repetiu a mensagem de serenidade e paciência no processo.

Além disso, destacamos alguns pontos que julgamos importantes: Introdução da discussão da taxa de juros neutra; ênfase que não há relação mecânica entre a aprovação do Arcabouço Fiscal e a ancoragem das expectativas; Um processo desinflacionário lento, em particular no segmento dos serviços, no entanto, com um o comportamento benigno no preço dos alimentos e bens industriais; e menciona o cenário de crédito no país, condizente com o patamar dos juros. 

Em nossa leitura, como afirmamos no texto após o comunicado, acreditamos que seja factível uma alteração da meta da inflação de 2024. Nesse cenário, vemos o início do ciclo de cortes a partir da reunião de agosto, encerrando o ano em 12%.

POLÍTICA NO BRASIL

O atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Muricca Galípolo, indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central, disse ter recebido apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de outros congressistas e do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha – o qual auxilia o governo para aprovar o nome de Galípolo no Congresso. Ele ainda destacou ter uma “boa relação” com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, assim como os demais integrantes da diretoria. (Poder 360)

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, marcou para 17 de maio o julgamento de várias ações que podem definir as regras de responsabilização das empresas que operam as redes sociais. Foram pautadas ações que tratam sobre as regras definidas no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que diz que “o provedor de aplicações de internet” só pode responder civilmente por atos ilícitos provocados por usuários caso descumpra ordem judicial para a retirada do conteúdo em questão. (Poder 360)

Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Jader Filho (Cidades) foram ao Senado nesta terça-feira (09/05) defender os decretos do presidente Lula sobre o marco do saneamento básico. A intenção do governo é que o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) aprovado na Câmara na semana passada não seja analisado por senadores no plenário da Casa Alta. Os 3 passaram rapidamente pelo gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que não os recebeu por causa de compromissos já marcados. (Poder 360)

PAINEL DE COTAÇÕES

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