Mercados operam em alta com o bom humor de Wall Street

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NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Mercados operam em alta com o bom humor de Wall Street.
  • As bolsas asiáticas fecharam em alta, seguindo a recuperação de Nova York, embora a semana tenha sido marcada por crescentes temores de que os EUA e a economia global como um todo entrem em recessão. Assim, o Nikkei subiu 1,23%, o Hang Seng avançou 2,09% e o Xangai Composto valorizou 0,89%.
  • Do mesmo modo, as bolsas europeias operam em alta, também acompanhando o movimento americano da última sessão. Dessa forma, o índice Stoxx Europe 600 opera em alta de 1,46%. Apesar de o maior apetite por risco na região, a última rodada de indicadores foi desanimadora.
  •  O índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha caiu mais do que o esperado em junho, a 92,3 pontos, ante 93 em maio. No Reino Unido, as vendas no varejo tiveram queda mensal de 0,5% em maio, enquanto a expectativa era de recuo de 0,7%. Na Espanha, o PIB cresceu 0,2%, menos do que inicialmente estimado no primeiro trimestre, que havia registrado 0,3% anteriormente.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura em alta.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 3,10%.
  • Os contratos futuros do Brent sobem 1,44% a US$ 111,64 o barril.
  • O ouro avança 0,27%, a US$ 1.827,66 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 20,9 mil.
AGENDA DO DIA
  • 08:00 Brasil: Confiança do Consumidor (Jun)
  • 09:00 Brasil: IPCA-15 (Jun)
  • 11:00 EUA: Venda de Casas Novas (Mai)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Na contramão de Wall Street, o Ibovespa fechou mais um dia abaixo dos 100 mil pontos, pela quinta sessão consecutiva. Desse modo, cedeu 1,45%, aos 98.080,34 pontos. A persistente incerteza sobre o que o governo fará em relação à pressão dos combustíveis sobre a inflação, e o custo fiscal decorrente de eventual atuação sobre os preços, seja de forma direta ou por concessão de benefícios, mantém o apetite por risco contido na B3, no momento em que o câmbio reflete não apenas o avanço dos juros no exterior, mas também as dúvidas sobre a trajetória local para as contas públicas

Assim, após uma manhã de volatilidade, o dólar fechou em alta de 1%, a R$ 5,23. Além disso, os juros fecharam em queda, espelhando novamente o comportamento dos Treasuries, ainda que com o dólar ganhando força ao longo do dia.   

EXTERIOR

O mercado de Nova York registrou ganhos, após mostrar volatilidade ao longo do dia. A possibilidade de contração econômica nos EUA seguiu em foco. No entanto, houve espaço para ganhos entre várias ações, com melhora mais para o fim do pregão. Desse modo, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,64%, o S&P 500 avançou 0,95% e o Nasdaq subiu 1,62%.

Ao passo que o retorno dos Treasuries caíram, ampliando o movimento da sessão anterior. O risco de recessão tem estado em foco e o PMI fraco da economia reforçou esse debate, enquanto investidores monitoraram também declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, em audiência na Câmara dos Representantes. Além disso, o DXY subiu 0,55%, com o euro sob pressão após indicadores modestos da região. 

Jerome Powell, garantiu que o compromisso do Fed para combater a inflação é “incondicional”. Durante audiência no Comitê sobre Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, ele repetiu o discurso feito no Senado e admitiu que “claramente subestimamos” a inflação anteriormente. Powell atribuiu a inflação atual em grande medida a uma demanda mais forte do que o previsto. De acordo com ele, sem dúvida é possível conter a inflação sem causar desemprego, mas “existe o risco” de que a taxa aumente. De todo modo, o mercado de trabalho atual no país está hoje muito aquecido, em nível “não sustentável”, na avaliação da autoridade.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O índice de gerentes de compras (PMI) composto dos EUA, caiu de 53,6 em maio para 51,2 em junho, atingindo o menor nível em cinco meses, de acordo com dados preliminares divulgados pela S&P Global. Apesar de queda, a leitura acima da marca de 50 indica que a atividade da maior economia do mundo continua se expandindo neste mês, mas em ritmo mais contido.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

Apesar de o estouro da meta de inflação por três anos consecutivos no radar, o Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a estratégia de redução do alvo a ser perseguido pelo Banco Central. O CMN estabeleceu a meta de inflação de 2025 em 3,00%, a mesma já adotada para 2024. Para este ano, o alvo central é de 3,50%, enquanto em 2023 é de 3,25%, sem modificações pelo CMN.  

POLÍTICA NO BRASIL

Em uma mudança surpreendente, o governo e o Senado articulam utilizar os R$ 29,6 bilhões que seriam destinados a amenizar perdas de Estados que zerassem o ICMS sobre diesel, gás de cozinha e gás natural até o fim de 2022, proposta contida na PEC 16, para aumentar o valor do Auxílio Brasil, dos atuais R$ 400 para R$ 600, dar um voucher de R$ 1 mil mensais a caminhoneiros e aumentar o valor do vale-gás. As medidas valeriam até o fim de 2022. De acordo com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), autor da PEC e líder do governo Bolsonaro, como os governadores vem demonstrando contrariedade à proposta inicial de zerar o ICMS, o aumento nos benefícios seria o caminho mais eficiente para fazer com que o ganho chegasse aos mais afetados pela alta dos combustíveis. (Valor)

Pesquisa Datafolha para presidente da República divulgada ontem (23) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto, desempenho que lhe garantiria vitória já no primeiro turno da disputa. A vantagem do petista sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) é de 19 pontos. Bolsonaro aparece em segundo lugar com 28%. Na sequência estão o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%; o deputado André Janones (Avante), com 2%. Enquanto a senadora Simone Tebet (MDB), marca 1%, o mesmo desempenho de Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU). Na comparação com a pesquisa feita no fim de maio, Lula variou um ponto para baixo e Bolsonaro oscilou um ponto para cima. As mudanças foram dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. (Valor)

Para mais notícias de Brasília, acesse o Panorama Político.

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