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PANORAMA DIÁRIO

Mercado reage ao ataque do Irã à Israel no fim de semana

NESTA MANHÃ
  • Hoje, em dia de agenda cheia, os destaques vão para o IBC-Br de fevereiro, no Brasil, e para o dado de Vendas no Varejo nos Estados Unidos. Além desses dois, após o fechamento serão divulgados os principais dados de atividade econômica da China: PIB, Produção Industrial, Vendas no Varejo e Taxa de Desemprego.
  • As bolsas na Ásia fecharam majoritariamente em baixa, em meio a preocupações com a situação no Oriente Médio após os ataques lançados pelo Irã contra Israel no fim de semana. Nesse sentido, Hang Seng recuou 0,72%, o Nikkei caiu 0,74% e o Xangai Composto, na contramão, subiu 1,26% após Pequim divulgar novas diretrizes para os mercados de capitais que enfatizam a proteção a investidores. 
  • Na Europa, as bolsas europeias operam sem direção única, enquanto investidores acompanham desdobramentos do ataque iraniano a Israel no fim de semana. Nesse sentido, o Stoxx 600 registra alta de 0,37%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street sinalizam alta na abertura do pregão.
  • O rendimento do T-Note de 10 anos está em 4,57%.
  • Os contratos futuros do Brent recua 0,54%, a US$ 89,05 o barril.
  • O ouro sobe 0,62%, a US$ 2.359,04 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 67,7 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:00   Brasil: IBC-Br (Fev)
  • 09:30   EUA: Vendas no Varejo (Mar)
  • 09:30   EUA: Discurso de John Williams, membro do FOMC 
  • 21:00   EUA: Discurso de Mary Daly, Membro do FOMC
  • 22:30   China: Preços de Imóveis (Mar)
  • 23:00   China: PIB (1° tri)
  • 23:00   China: Produção Industrial (Mar)  
  • 23:00   China: Vendas no Varejo (Mar)
  • 23:00   China: Taxa de Desemprego (Mar)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
MERCADOS NO BRASIL

Com o aumento das tensões entre Israel e Irã, o Ibovespa acompanhou a piora do humor externo e fechou o dia em baixa de 1,14%, aos 125.946,09 pontos. Na semana, o índice da B3 acumulou perda de 0,67%,

A curva de juros encerrou a semana com ganho de inclinação, refletindo a reprecificação dos ativos quanto à política monetária nos Estados Unidos, o aumento do estresse geopolítico e, internamente, a piora na percepção de risco fiscal. Na sessão de sexta, o movimento das taxas, que haviam subido muito nos últimos dias, foi visto como bem comportado. As curtas chegaram ao fim do dia perto da estabilidade e as demais, em leve alta.

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio se somaram a questões técnicas do mercado de câmbio local que levaram a uma nova escalada da moeda americana na sessão desta sexta-feira. Hoje (15) vencem NTN-As no valor de US$ 3,8 bilhões, cuja liquidação se dará de acordo com a taxa ptax da última sexta-feira (12). Assim, o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,63%, cotado a R$ 5,1220 – ainda nos maiores níveis desde meados de outubro. Na semana, o dólar avançou 1,10%, estendendo os ganhos no mês a 2,11%.

MERCADOS NO EXTERIOR

Em meio a especulações sobre uma iminente ofensiva do Irã a Israel, os mercados internacionais registraram uma fuga de risco, com as bolsas de Nova York recuando fortemente, enquanto dólar, ouro e petróleo se fortalecem. No fechamento, o índice Dow Jones caiu 1,24%, o S&P 500 recuou 1,46% e o Nasdaq registrou perdas de 1,62%.

Os ativos de segurança ouro e dólar se fortaleceram, com o ouro renovando máxima histórica e tocando US$ 2.400 por onça-troy na máxima intraday, e o índice DXY renovando máximas desde novembro de 2023.

Na China, o minério subiu pelo quinto dia em Dalian, a US$ 116,55 por tonelada, em alta de 3,12%,  desde a retomada dos negócios nesta semana, após o feriado chinês, o minério se recuperou sem interrupção. O petróleo, por sua vez, sentiu efeito direto da possibilidade de ataque iminente que se espera a Israel por iniciativa do Irã ou de seus aliados.

Já no mercado de juros, os retornos dos Treasuries recuaram, em meio às chances do início da flexibilização da política monetária em julho. As apostas de corte nessa reunião de julho voltaram a ser majoritárias na tarde de sexta (12) ,de acordo com o monitoramento do CME Group.

INDICADORES ECONÔMICOS DO BRASIL

O volume de serviços prestados caiu 0,90% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com fevereiro de 2023, houve avanço de 2,50% em fevereiro, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano – que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior – foi de alta de 3,30%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 2,20%, ante avanço de 2,30% até janeiro. A receita bruta nominal do setor de serviços caiu 1,70% em fevereiro ante janeiro. Na comparação com fevereiro de 2023, houve avanço de 6,80% na receita nominal.

GEOPOLÍTICA

O aumento da tensão no Oriente Médio com o ataque de drones e mísseis feito pelo Irã ao território de Israel na noite de sábado (13) deve pressionar ainda mais a cotação do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Isso pode elevar a pressão para que a Petrobras eleve os preços dos combustíveis no Brasil, uma vez que a defasagem da gasolina já se encontrava em 17% na sexta (12), antes da escalada do conflito. (O Globo)

O inédito ataque iraniano a Israel, na noite de sábado, foi muito amplo e coordenado, mas causou poucos danos em solo israelense. Essa parece ter sido a intenção iraniana: um ataque direto, sem precedentes, chamativo, mas que não “abrisse as portas do inferno”, como se costuma dizer no Oriente Médio. As autoridades iranianas certamente sabiam que, lançando drones e mísseis balísticos de seu território, a mais de 1.500 km de Israel, em trajetórias conhecidas, a maioria deles acabaria interceptada e abatida antes de chegar nos alvos. Assim, o risco agora é que Israel decida contra-atacar, o que poderia levar a uma guerra com o Irã. (Valor)

POLÍTICA NO BRASIL

O Ministério do Planejamento apresenta hoje (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2025, que dará as bases para o Orçamento do próximo ano e trará a meta de resultado primário.  (Metrópoles)

Apesar da expectativa de que o projeto de lei que prevê o fim gradual do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) seja votado essa semana, o impasse entre o Ministério da Fazenda e a Câmara se mantém. O ministro Fernando Haddad insiste em manter o teto de faturamento para acesso ao benefício em R$78 milhões, o que deixa de fora as empresas tributadas com base no lucro real, mas os deputados querem rever esse critério. (Estadão)

O governo tem até a próxima sexta (19) para derrubar a decisão da Justiça que afastou o presidente do Conselho da Petrobras, Pietro Mendes. A opção é escolher um novo nome ou apontar um substituto interno. Na próxima sexta acontece a última reunião do colegiado antes da Assembleia Geral dos Acionistas da companhia. Com a cadeira vazia, o Conselho pode ter que adiar a decisão sobre o pagamento de dividendos extraordinários aos acionistas. (CNN Brasil)

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