Atenção do mercado se volta para divulgação de Ata do Copom e IPCA-15

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NESTA MANHÃ
  • Hoje a atenção dos investidores se volta para a divulgação da Ata do Copom, trazendo um detalhamento maior sobre a última decisão, e para o IPCA-15 (Exp: 0,32%), que atualizará as perspectivas para a trajetória inflacionária atual. 
  • As bolsas na Ásia fecharam mistas, com alguns mercados sustentados por ações de chips e do setor imobiliário. Desse modo, o Xangai Composto subiu 0,17%, um dia após o presidente do Banco Central chinês apontar “alguns sinais positivos” no mercado imobiliário. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,88%, também apoiado pelo comentário do dirigente. No Japão, no entanto, o Nikkei ficou praticamente estável, recuando 0,04%, à medida que o avanço em ações ligadas a semicondutores compensaram quedas em ações de bancos e da indústria ferroviária. 
  • Na Europa os mercados operam com leve viés de alta, após um dado alemão de confiança melhor que o previsto e enquanto investidores digerem o noticiário corporativo. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 sobe 0,08%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street sinalizam alta na abertura do pregão.
  • O rendimento do T-Note de 10 anos está em 4,23%.
  • Os contratos futuros do Brent recuam 0,26%, a US$ 85,86 o barril.
  • O ouro sobe 1,24%, a US$ 2.198,75 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 72,0 mil.
AGENDA DO DIA
  • 08:00   Brasil: Ata do Copom  
  • 08:25    Brasil: Relatório Focus
  • 09:00   Brasil: IPCA-15 (Mar) | Expectativa: 0,32%
  • 11:00   EUA: Confiança do Consumidor (Mar)
  • 16:00   Europa: Pronunciamento de Philip Lane, do BCE 

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
MERCADOS NO BRASIL

O Ibovespa encerrou a sessão praticamente no zero a zero, caindo 0,08% aos 126.931,47 pontos, em um dia marcado pela cautela no mercado e baixa liquidez. Sem uma agenda forte ontem, o mercado ficou em compasso de espera pela ata do Copom e do IPCA-15 que serão divulgados hoje.

Mesmo com os retornos dos Treasuries subindo, por aqui, as taxas dos futuros de juros caíram amparadas na perspectiva de suavização da comunicação do Banco Central, na ata e há também expectativa de desaceleração importante do IPCA-15 e de núcleos sensíveis à política monetária.

No câmbio, o dólar aproveitou a tendência do exterior para corrigir excessos recentes e a moeda americana baixou a R$ 4,9730 (-0,52%) no segmento à vista.

MERCADOS NO EXTERIOR

Os mercados acionários de Nova York fecharam em queda ontem, com notícias corporativas em foco, falas de dirigentes do Fed e com expectativas para a divulgação, na sexta (29), do índice de preços de gastos com consumo (PCE). Com isso, o índice Dow Jones caiu 0,41%, o S&P 500 baixou 0,31% e o Nasdaq cedeu 0,27%. 

O alerta da dirigente do Fed Lisa Cook contra um relaxamento monetário prematuro e  a fala do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, reiterando sua expectativa de apenas um corte de juros este ano impulsionaram os retornos dos Treasuries. O tom de cautela dos comentários se sobrepôs ao leilão com forte demanda que exerceu alguma pressão nos rendimentos. 

Sem fôlego, o dólar corrigiu ganhos recentes ante pares rivais, o que foi bom para o petróleo, sustentado ainda pelos riscos à oferta das tensões geopolíticas crescentes. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou baixa de 0,25%, a 104,210 pontos.

POLÍTICA MONETÁRIA NOS EUA

Nesta segunda-feira (25), o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, que vota nas reuniões em 2024, reiterou sua expectativa de apenas um corte de juros este ano, acrescentando que o Fed pode se dar ao luxo de ser paciente enquanto a economia se mantiver. “Tenho uma perspectiva de como a economia vai se comportar”, disse Bostic. “Se isso acontecer, então acredito que podemos nos dar ao luxo de ser pacientes.”  (Broadcast)

A Diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook alertou ontem (25) que um relaxamento monetário prematuro poderia permitir que a inflação acima da meta de 2% se incorpore à economia dos Estados Unidos e, dessa forma, travar os progressos recentes em direção à estabilidade de preços. Por outro lado, a dirigente reconheceu que um afrouxamento tardio poderia causar prejuízos desnecessários à atividade econômica. Segundo ela, o processo de desinflação tem sido acidentado e irregular, conforme já era esperado. (Broadcast)

POLÍTICA NO BRASIL

O governo de São Paulo deverá bater o martelo sobre o modelo da oferta de privatização da Sabesp até a próxima semana, segundo fontes. O grande desafio da operação, no entanto, tem sido como selecionar um acionista de referência para a companhia de saneamento e minimizar a chance de uma pulverização do controle da empresa na oferta de ações, algo que nas últimas semanas têm ficado na mesa da equipe jurídica envolvida na transação. (Valor)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a tramitação do projeto com uma “solução federativa” sobre a dívida dos estados deve avançar até o dia 20 de abril. Nessa data, vence o prazo fixado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF, para o regime de recuperação fiscal de Minas Gerais. Desse modo, de acordo com Pacheco, um projeto deve ser apresentado ainda essa semana. (Exame)

GEOPOLÍTICA

O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (25), uma resolução exigindo um cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas e a libertação imediata e incondicional de todos os reféns. Os Estados Unidos se abstiveram na votação. Todos os outros 14 membros restantes do colegiado votaram a favor – incluindo os membros permanentes Rússia, China, Reino Unido e França. (CNN)

PAINEL DE COTAÇÕES

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