Mercado aguarda a divulgação da ata de política monetária do Fed

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NESTA MANHÃ
  • Hoje, o mercado dá atenção para a ata de política monetária do Fed, que trará um maior detalhamento sobre a trajetória dos juros e do debate entre os dirigentes do Banco Central americano. No âmbito doméstico, a atenção se volta para as negociações em torno das emendas de comissão e a MP que reonera a folha de salários de 17 setores da economia
  • As bolsas na Ásia fecharam sem direção única, com as de Xangai e Hong Kong animadas por novos recursos para o combalido setor imobiliário chinês e outras demonstrando cautela antes da divulgação de balanço da fabricante de chips americana NVIDIA (NASDAQ: NVDA). Nesse cenário, o Xangai Composto subiu 0,97%, o Hang Seng avançou 1,57% e o Nikkei caiu 0,26%.
  • As bolsas europeias operam majoritariamente em alta modesta, enquanto investidores aguardam a ata de política monetária do Fed. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 recua 0,20%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street sinalizam queda na abertura do pregão.
  • O rendimento do T-Note de 10 anos está em 4,26%.
  • Os contratos futuros do Brent caem 0,44%, a US$ 81,14 o barril.
  • O ouro avança 0,24%, a US$ 2.029,30 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 52,0 mil.
AGENDA DO DIA
  • 10:00 EUA: Discurso de Raphael Bostic, dirigente do Fed
  • 15:00 EUA: Discurso de Michelle Bowman, dirigente do Fed
  • 16:00 EUA: Ata de Política Monetária do Fed

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Mesmo sob o peso das gigantes de commodities na sessão, Petrobras (PETR3: -2,00% e PETR4: -1,05%) e Vale (VALE3: -2,19%), o Ibovespa sustentou os 129 mil pontos amparado pelo desempenho dos grandes bancos e utilities. Nesse sentido, o índice subiu 0,68%, cotado em 129.916,11 pontos. 

Os juros futuros caíram, induzidos por fatores internos e externos que esticaram a correção das taxas vistas anteontem (19). O ambiente internacional viu a queda dos preços das commodities, curva dos Treasuries bem comportada e redução de juros pela China. Por aqui, declarações do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reiterando o compromisso com a pauta econômica foram bem recebidas. 

O dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,61%, aos R$4,9320, menor valor em 20 dias. Segundo analistas, a surpresa com a magnitude do corte de juros na China e a queda das taxas dos Treasuries deram fôlego ao real, que teria sido beneficiado por entrada de fluxo comercial.

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em baixa, em uma sessão com a agenda econômica esvaziada e em meio à temporada de balanços. Nesse cenário, o Dow Jones fechou em queda de 0,17%, o S&P caiu 0,60% e o Nasdaq recuou 0,92%.

Os rendimentos dos Treasuries de curto e médio prazos cederam, enquanto o de longo prazo seguiu subindo. Em relação ao curto e médio prazos, a motivação para o movimento veio do corte da taxa de juros na China, uma evidência do baixo dinamismo da atividade do país asiático que pode impactar o ritmo econômico global. 

O dólar caiu ante divisas principais, com o euro sustentado por dados da região e a libra, por sinalizações do Banco da Inglaterra. Dessa forma, o índice DXY fechou em queda de 0,17%, aos 104,079 pontos.

POLÍTICA NO BRASIL

De acordo com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o governo pretende apresentar até março uma proposta para a regulamentação da reforma tributária. Ele afirmou também que, antes disso, pretende apresentar os textos a líderes da Câmara e do Senado. A princípio, ao menos três projetos devem ser enviados ao Congresso: um com a regulamentação geral dos novos tributos, outro sobre o comitê gestor do IBS e um terceiro para o Imposto Seletivo.  (Valor)

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que o presidente Lula receberá o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir uma solução final para a desoneração de 17 setores da economia e para o Perse. Segundo o titular da pasta, o encontro ocorrerá esta semana. (Folha)

O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Danilo Forte (União Brasil-CE), quer que o Congresso realize uma sessão extra na primeira semana de março para análise dos vetos do presidente Lula. Ele enviou um requerimento ao presidente do Congresso ontem (20) em que pede a realização da sessão. (Poder360)

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