Brasil confirma adesão à OPEP+ na COP28

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NESTA MANHÃ
  • Hoje o mercado acompanha a divulgação do Boletim Focus e do Balanço de Pagamentos pelo Banco Central do Brasil. No exterior, a atenção se volta para o indicador de Encomendas da Indústria americana e para a divulgação do PMI Caixin de Serviços na China. 
  • As bolsas na Ásia fecharam sem sinal único, com queda predominante. O Xangai Composto fechou em queda de 0,29%, o Nikkei recuou 0,60%, ainda diante do efeito negativo da valorização do iene sobre as exportadoras japonesas, e o Hang Seng caiu 1,09%, em meio a preocupações com a economia chinesa na semana. 
  • As bolsas europeias operam sem direção definida. Sem indicadores importantes previstos, há expectativa por declarações da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 recua 0,21%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street sinalizam queda na abertura do pregão.
  • O rendimento do T-Note de 10 anos está em 4,24%.
  • Os contratos futuros do Brent caem 0,55%, a US$ 78,34 o barril.
  • O ouro recua 0,01%, a US$ 2.071,46 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 42,2 mil.
AGENDA DO DIA
  • 08:25 Brasil: Boletim Focus
  • 08:30 Brasil: Balanço de Pagamentos (Out)
  • 11:00 Europa: Discurso de Christine Lagarde
  • 12:00 EUA: Encomendas da Indústria (Out)
  • 22:45 China: PMI Caixin de Serviços (Nov)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

O Ibovespa iniciou dezembro em alta, ainda amparado pela expectativa de custos de crédito em baixa no que vem. Desse modo, o índice subiu 0,67%, alcançando 128.184,91 pontos, maior nível desde julho de 2021. Parte da alta pode ser explicada pelo dia forte no setor metálico, diante do avanço nos preços do minério, com a Vale (VALE3) subindo 1,86%, a CSN (CSNA3) avançando 4,51% e a Usiminas (USIM5) fechando positiva em 4,58%. 

Os juros futuros terminaram a sessão entre estabilidade e leve alta, após operar em queda ao longo da tarde com a aceleração do recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo. 

O dólar à vista se firmou em baixa de 0,70%, aos R$4,8810, em meio ao movimento global de desvalorização da moeda americana e à queda das taxas dos Treasuries.

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em alta, em sessão marcada pelos comentários do presidente do Fed, Jerome Powell. As declarações reforçaram a perspectiva de que o ciclo de alta de juros já chegou ao seu pico, dando fôlego para as apostas por cortes no próximo ano. Assim, o Dow Jones fechou em alta de 0,82%, o S&P avançou 0,59% e o Nasdaq subiu 0,55%.

Os retornos dos Treasuries recuaram fortemente, após o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçar a retórica de paciência nas próximas sessões. 

O dólar operou em baixa ante a maioria das moedas, em sessão na qual as perspectivas de menor aperto monetário pelo Fed foram reforçadas. Nesse sentido, o DXY fechou em queda de 0,22% aos 103,268 pontos.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

A produção industrial avançou 0,1% em outubro, abaixo das expectativas do mercado (0,4%), que oscilavam entre -0,1% e +0,8%. Na comparação com o mesmo período do último ano, houve alta de 1,18%, também aquém do esperado (1,8%), que tinha piso de 0,5% e teto de 3,0%. No acumulado de 12 meses, o índice registrou estabilidade. 

Diante da leitura abaixo do esperado, entendemos que parte do desempenho mais fraco pode ser explicado pela redução no preço do petróleo, que impacta diretamente na expansão das atividades extrativas e na produção de seus derivados. Para saber mais, leia o relatório completo aqui.

O PMI da Indústria brasileira subiu de 48,6 pontos em outubro para 49,4 pontos em novembro. De acordo com o comunicado, o movimento de alta ocorreu por reduções mais brandas em novos pedidos, produção e estoques de insumos, além de um aumento na criação de empregos. 

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$8,8 bilhões em novembro. No ano até o mês de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$89,284 bilhões. O resultado para o mês, no entanto, ficou um pouco abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de US$9,215 bilhões no mês.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O PMI da indústria divulgado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM) ficou estável em 46,7 pontos em novembro ante outubro. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta para 47,7 pontos. 

Ao mesmo tempo, o PMI da indústria divulgado pela S&P Global recuou de 50 pontos para 49,4 pontos em novembro, ante a expectativa de leitura de 49,6 pontos.

DISCURSOS DE BANQUEIROS CENTRAIS

O presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou que vê um caminho possível para retornar a inflação à meta de 2% sem impor perdas significativas no nível de emprego. Além disso, o dirigente alegou ser prematuro concluir definitivamente que a política monetária atingiu nível suficientemente restritivo, argumentando ainda ser cedo para especular sobre quando a instituição poderá começar a cortar juros.

O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse que o índice de gastos com consumo (PCE) veio absolutamente do jeito que os dirigentes gostariam que viesse, mostrando desaceleração da inflação. Goolsbee disse que estará especialmente atento ao componente de serviços residenciais, que, se cair aos níveis pré-pandemia, significará que a inflação está a caminho da meta de 2% ao ano. Por fim, o dirigente frisou que a economia americana parece que alcançará o “mais suave dos pousos suaves”.

ACORDO UNIÃO EUROPEIA – MERCOSUL

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ser contrário ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que qualificou como “antiquado”. Macron incorporou em seu discurso os argumentos dos produtores agrícolas franceses, com forte representação de congressistas de oposição no país. Membros do alto escalão do governo Lula já dão como certo de que a negociação com a União Europeia terminará sem acordo, já que o Brasil não cederá às novas condicionantes ambientais e é improvável que os europeus consigam articular posições de todos os países do bloco em uma semana. (Folha)

POLÍTICA NO BRASIL

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), orientou o deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG) a não incluir as mudanças sugeridas pelo Ministério da Fazenda no mecanismo de Juros sobre Capital Próprio (JCP) ao elaborar seu parecer sobre a medida provisória das subvenções a investimentos. Lira disse que foi pego de surpresa com a proposta da Fazenda e que isso não foi combinado previamente com líderes da Câmara. (Valor)

O presidente Lula afirmou que o Brasil vai participar da Opep+ para influenciar os produtores de petróleo a acabar com a exploração de combustíveis fósseis. (Folha)

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou à CNN que a eventual criação de uma subsidiária da petroleira na Arábia Saudita teria como foco o mercado de fertilizantes. O plano, segundo ele, seria dar mais segurança ao agronegócio brasileiro e não reduzir os investimentos na exploração de petróleo no país. A declaração de Prates se dá após a repercussão negativa da avaliação da empresa para abertura de uma subsidiária no golfo pérsico, a “Petrobras Arábia”. (CNN)

O governo federal tem avaliado nos últimos dias os efeitos que uma possível elevação do imposto de importação sobre 18 tipos de aço teria sobre as cadeias industriais no Brasil. O tema ganhou relevância recentemente, com o aumento das importações de aço vindas da China, e vem opondo dos setores da indústria nacional: os produtores brasileiros de aço e os fabricantes de automóveis, máquinas e equipamentos. (Valor)

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