IPCA-15, decisão de política monetária na Europa e prévia do PIB americano são os destaques do dia

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NESTA MANHÃ
  • Hoje é um dia de agenda cheia. Além da expectativa de mais avanços nas pautas do Congresso, no Brasil será divulgado o IPCA-15 de outubro e a Conta Corrente de setembro, além de haver a reunião do Conselho Monetário Nacional. No exterior, o mercado dá atenção à decisão de política monetária do Banco Central Europeu e à divulgação da prévia do PIB americano do 3° trimestre. Em relação aos balanços corporativos, hoje serão divulgados os números de Amazon, Vale, Suzano, Multiplan, Gol e outras empresas. 
  • As bolsas na Ásia fecharam majoritariamente em baixa, após Wall Street sofrer perdas diante do avanço dos juros dos Treasuries e de balanços corporativos mistos, mas as chinesas driblaram o mau humor, ainda sustentadas por novas medidas de estímulo fiscal. Sendo assim, o Xangai Composto subiu 0,48%, o Hang Seng recuou 0,24% e o Nikkei caiu 2,14%.
  • Na Europa, as bolsas europeias operam em baixa, na esteira de uma série de balanços decepcionantes da região e em meio a preocupações com o avanço nos rendimentos dos Treasuries. Investidores também aguardam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu.  Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 recua 0,92%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street sinalizam queda na abertura do pregão.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 4,95%.
  • Os contratos futuros do Brent caem 1,11%, a US$ 88,13 o barril.
  • O ouro avança 0,60%, a US$ 1.991,51 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 34,5 mil.
AGENDA DO DIA
  • 08:30 Brasil: Conta Corrente (Set)
  • 09:00 Brasil: Reunião do Conselho Monetário Nacional
  • 09:00 Brasil: IPCA-15 (Out)
  • 09:15 Europa: Decisão de taxa de juros do Banco Central Europeu
  • 09:30 EUA: Pedidos de Seguro-Desemprego
  • 09:30 EUA: Pedidos de Bens Duráveis (Set)
  • 09:30 EUA: Prévia do PIB 3° trimestre
  • 09:45 Europa: Coletiva de Imprensa do Banco Central Europeu
  • 11:00 EUA: Vendas Pendentes de Casas (Set)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

O Ibovespa fechou o dia com queda de 0,82%, aos 112.829,97 pontos, acompanhando a piora de Nova York ao longo do dia. 

Os juros futuros fecharam com viés de queda após a sessão volátil. O mercado operou com um olho na cautela no exterior e outro no andamento das pautas econômicas do Congresso. Enquanto o dado de venda de casas novas acima do esperado nos EUA pressionou o rendimento dos Treasuries, no Brasil, a perspectiva de votação do projeto de lei de taxação dos fundos de alta renda trouxe alívio para a curva de juros doméstica.

Após uma manhã marcada por trocas de sinal, o dólar à vista operou em leve alta ao longo da tarde e encerrou a sessão cotado a R$5,0020. A queda do real se deu em meio a uma aceleração da alta das taxas dos Treasuries e ao fortalecimento global da moeda americana.

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em baixa, pressionadas pela divulgação de alguns balanços. O destaque foi a Alphabet, que apesar dos fortes resultados financeiros, revelou uma perda de receita na nuvem. Além disso, o avanço do rendimento dos Treasuries pressionou o mercado acionário. Desse modo, o Dow Jones fechou em baixa de 0,32%, o S&P caiu 1,43% e o Nasdaq recuou 2,43%.

Os retornos dos Treasuries subiram, após leilão do Tesouro americano registrar demanda abaixo da média e seguindo dados da economia acima do esperado. 

O índice DXY subiu 0,25%, a 106,537 pontos. A moeda americana foi impulsionada pelas expectativas de manutenção da política restritiva do Fed.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

O índice de confiança dos consumidores recuou 3,8 pontos em outubro, para 93,2 pontos. De acordo com o relatório, após quatro meses de altas consecutivas, a queda da confiança foi influenciada pela piora das expectativas para os próximos meses.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

As vendas de moradias novas nos Estados Unidos mostraram alta de 12,3% em setembro ante agosto, ao ritmo anual sazonalmente ajustado de 759 mil unidades. O resultado veio bem acima das expectativas dos analistas consultados pela FactSet, que previam vendas de 685 mil unidades no mês passado.

RESULTADOS CORPORATIVOS

A Meta (NASDAQ: META), controladora do Facebook, registrou lucro líquido de U$4,39 por ação ajustada (U$11,58 bilhões no trimestre). O número veio mais forte que os U$3,64 por ação esperado por analistas.

A Weg (WEGE3), ainda que tenha tido um lucro próximo à expectativa dos analistas, a desaceleração do crescimento pesou negativamente sobre os ativos da empresa. A companhia teve um lucro de R$1,31 bilhão, ante os R$1,32 bilhões esperados, no entanto, apresentou uma receita operacional líquida de R$8,07 bilhões, 1,2% menor que no trimestre anterior. 

O Santander (SANB3) registrou um lucro líquido recorrente de R$2,73 bilhões no terceiro trimestre, abaixo dos R$3,1 bilhões divulgados no mesmo período do ano passado. O resultado veio um pouco abaixo do esperado por analistas: R$2,75 bilhões. 

A Klabin (KLBN11)registrou um lucro líquido de R$245 milhões, uma queda de 88% em relação ao ano anterior. A empresa disse que o resultado mais fraco foi resultado de um volume de vendas menor, além de uma redução dos preços de kraftliner e celulose e da valorização do real frente ao dólar no período.

POLÍTICA NO BRASIL

A Câmara dos Deputados aprovou, por 323 votos a 119, o projeto de lei de tributação dos investimentos offshore e em fundos exclusivos. No último dia, um acordo entre os partidos da base aliada levou à redução da alíquota cobrada das pessoas físicas por investimentos fora do Brasil, ao aumento da taxação sobre o estoque dos fundos exclusivos, e a antecipar o pagamento sobre o estoque dos fundos para dezembro. O texto agora segue para análise do Senado. (Valor)

Após quase três meses de pressão, o presidente Lula decidiu demitir a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano. Ela será substituída por Carlos Antônio Vieira Fernandes, servidor público do órgão que foi indicado para o cargo pelo Centrão. A substituição de Rita, no entanto, não resolve todo o imbróglio com o Centrão. O bloco de lira ainda quer ter a liberdade de nomear indicados para todas as diversas vice-presidências da instituição. O problema é que a gestão petista resiste em ceder a vice-presidência de Habitação, responsável pelo Minha Casa, Minha Vida. (Valor)

Foi apresentado o texto da Reforma Tributária pelo relator, revelando novas exceções e um aumento do Fundo de Desenvolvimento Regional. No geral, o texto tem pontos positivos, como a trava contra uma desoneração muito ampla da cesta básica, mas o aumento de exceções vai na direção contrária à expectativa que se formava em torno do texto. (Folha)
Algumas mudanças: 

  • Inclusão de regimes específicos para setores como turismo, agências de viagens, saneamentos e concessionárias de rodovias;
  • Criação de uma nova categoria de alíquota para profissionais liberais que estão fora do Simples Nacional;
  • Divisão dos produtos da cesta básica entre os que receberão isenção total (Cesta Básica Nacional) e os que farão parte da cesta estendida, com produtos que terão desconto de 60% da alíquota. 

Possibilidade de devolução do imposto por meio de cashback para os contribuintes de baixa renda.

PAINEL DE COTAÇÕES

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