Copom inicia ciclo de corte de juros, com queda de 50 bps

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NESTA MANHÃ
  • Hoje, no cenário doméstico, o pregão deve ser movimentado pela decisão do Copom de ontem, ao decidir cortar a taxa de juros em 50bps, com votação apertada, de 5 votos a 4. No after market em NY, os ADRs brasileiros e o índice EWZ terminaram em alta, impulsionados pela decisão. A tendência é uma reação positiva do mercado, com fechamento da curva no curto prazo e alta da bolsa.
  • Além disso, o PMI favorável da China também deve impulsionar o mercado. Ao longo do dia teremos os PMIs de serviços da S&P global referente à economia americana e à brasileira. 
  • As bolsas na Ásia fecharam mistas após perdas em Nova York por conta da redução da nota de crédito americana e PMI chinês mais favorável do que as expectativas. O Nikkei fechou com queda de 1,68%, enquanto o Hang Seng caiu 0,49% e o Xangai Composto subiu 0,58%.
  • Na Europa, as bolsas recuam diante do PMI de serviço da Zona do Euro mais fraco do que as expectativas, e da espera de mais uma elevação de juros do Banco da Inglaterra (BoE). Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 recua 1,35%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam queda para o pregão de hoje.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 4,14%.
  • Os contratos futuros do Brent recuam 0,36%, a US$ 82,90 o barril.
  • O ouro recua 0,01%, praticamente estável, a US$ 1.934,35 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 29 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:30 EUA: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
  • 09:30 EUA: Prévia da Produtividade do Trabalho (2°tri)
  • 10:00 Brasil: S&P Global PMI de Serviços (Jul)
  • 10:15 Reino Unido: Discurso do Presidente do Banco da Inglaterra, Bailey
  • 10:45 EUA: S&P Global PMI de Serviços (Jul)
  • 11:00 EUA: Encomendas à Indústria
  • 11:00 EUA: ISM PMI de Não-Manufatura

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

A expectativa por um corte da Selic de ao menos 25 bps nesta noite pelo Copom assegurou ao Ibovespa certa confiança ao dia de aversão a risco no exterior, em que pesou o efeito negativo do rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela Fitch, de AAA para AA+, no fim da tarde de terça-feira (1). Assim, o índice fechou esta quarta-feira (1) em leve baixa de 0,32%, aos 120.858,72 pontos.

Os juros futuros de longo prazo renovaram mínimas, acelerando o ritmo de queda antes da decisão do Copom no início da noite. No fim do dia, as apostas para o corte de juros de 0,25 p.p. e 0,50 p.p. fecharam em quadro simétrico. Já as taxas de curto prazo terminaram a sessão em alta, reduzindo a inclinação da curva.

Após superar R$4,82 pela manhã, o dólar reduziu o ritmo de alta e fechou cotado a R$4,8050, avançando 0,33%. Apesar da expectativa em relação à reunião do Copom pela noite, o ambiente externo ditou a direção da moeda americana.

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em baixa, com destaque para o Nasdaq, que variou -2,37%, a pior perda em cinco meses. O Dow Jones fechou em baixa de 0,98%, e o S&P em queda de 1,38%. Os índices futuros já operavam em queda no pré-mercado, afetados pelo corte na nota de crédito dos EUA na terça à noite, e, ao longo do dia, o relatório de emprego do ADP muito mais forte do que o esperado reduziu as apostas para uma pausa do FED em setembro, ampliando a queda dos índices.

O relatório do mercado de trabalho e a redução da nota de crédito dos Estados Unidos também favoreceram para uma abertura das taxas longas dos Treasuries. 

Já o índice DXY fechou com alta de 0,28%, em 102,590 pontos. A moeda americana chegou a recuar ante outras moedas fortes no início do dia, diante da revisão da Fitch, contudo, o quadro de cautela dos mercados favoreceu a compra da moeda americana.

INDICADORES ECONÔMICOS NO EXTERIOR

De acordo com a Automatic Data Processing (ADP), o setor privado dos EUA criou 324 mil vagas de emprego no mês de julho. O resultado veio bem acima da expectativa de 175 mil vagas projetada por economistas entrevistados pelo The Wall Street Journal, com destaque para a criação de emprego nos setores de lazer e hospitalidade. 

REUNIÃO DO COPOM

Com nova composição, incluindo os dois novos diretores indicados pelo atual governo, Gabriel Galípolo e Ailton de Aquino, o Copom do Banco Central (BC) reduziu a Selic para 13,25%, em sua 256ª reunião. A deliberação dos diretores não foi de forma unânime (5 a 4), destoando da nossa expectativa e de boa parte do mercado. Os dois novos membros do Comitê, Galípolo e de Aquino, votaram pela queda de 0,5 p.p., como já era esperado. Além deles, foram a favor da decisão o presidente do BC, Roberto Campos Neto, Carolina de Assis Barros e Otávio Ribeiro Damaso. 

Dessa forma, alteramos nossa projeção de Selic para o fim do ano, de 12,25% para 11,75%, ao considerar que as próximas reuniões deverão trazer reduções de 0,50 p.p.. Leia nosso comentário completo do comunicado aqui.

POLÍTICA NO BRASIL

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), negou que tenha adiado a votação do arcabouço fiscal para aguardar a reforma ministerial, conforme relatou nesta quarta-feira (02) Fernando Haddad. O chefe da Fazenda acrescentou que, “provavelmente”, Lira deve chamar uma reunião com os líderes e o relator do texto na Câmara, deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), para discutir a matéria nos próximos dias. Por fim, o ministro frisou que acredita que o arcabouço será votado em breve, talvez na próxima semana. (Valor)

Após forte repercussão da indicação, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do economista Marcio Pochmann à chefia do IBGE, aliados do presidente sugerem a indicação de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, para o BID. (Folha) 

O governo federal reduziu de 30 para 20 dias o prazo para pagamento dos tributos que são cobrados das compras internacionais feitas em plataformas de comércio eletrônico que não aderiram ao Remessa Conforme. A mudança entrou em vigor na terça-feira (1º). Para as empresas certificadas no programa, será cobrado apenas ICMS numa alíquota única de 17% às encomendas. Nos casos de plataformas não certificadas, ou seja, das empresas de comércio eletrônico que não aderiram ao Remessa Conforme, o recolhimento do tributo continua sendo feito pelo comprador da encomenda após a entrada do objeto no Brasil. (Valor)

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, nesta quarta-feira (2), uma nova solução para as concessões problemáticas de infraestrutura, ao permitir a desistência dos processos de devolução dos contratos. Mudança que pode impactar os aeroportos de Galeão, no Rio, de Viracopos, em Campinas, e diversas rodovias. Na prática, isso significa que o governo federal poderá repactuar concessões de rodovias e aeroportos, de modo que os atuais operadores possam permanecer à frente dos negócios. (Valor)

PAINEL DE COTAÇÕES

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