Futuros de Wall Street operam em alta em dia de decisão monetária nos EUA

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NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Futuros de Wall Street operam em alta em dia de decisão monetária nos EUA.
  • As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, à espera de um provável novo aumento de juros nos EUA em meio a pressões inflacionárias. O índice acionário Nikkei subiu 0,22%, enquanto o Xangai Composto teve baixa marginal de 0,05% e o Hang Seng caiu 1,13%, pressionado por ações ligadas ao consumo. 
  • Na Europa, os mercados operam em alta modesta, na esteira de uma série de balanços corporativos mistos da região e na expectativa da decisão monetária do Fed. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 avança 0,38%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura em alta. 
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,79%.
  • Os contratos futuros do Brent sobem 0,29% a US$ 104,70 o barril.
  • O ouro avança 0,29%, a US$ 1.722,46 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 21,3 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:30 EUA: Pedidos de Bens Duráveis (Jun)
  • 09:30 EUA: Balança Comercial de Bens (Jun)
  • 11:00 EUA: Vendas Pendentes de Moradias (Jun)
  • 15:00 EUA: Decisão Monetária do Fed

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Acompanhando a cautela externa, o Ibovespa acomodou-se abaixo dos 100 mil pontos. Véspera de decisão sobre juros nos Estados Unidos, os investidores seguiram tomando o pulso da atividade econômica americana por meio dos resultados trimestrais das empresas. Desse modo, fechou em baixa de 0,5%, aos 99.771,69 pontos.

Os juros futuros terminaram o dia levemente pressionados para cima na ponta curta e praticamente estáveis nos longos. À tarde, o mercado ficou mais volátil em meio ao aumento da cautela no exterior e fatores técnicos relacionados ao mercado de NTN-B.

Após muita instabilidade e trocas de sinal, o dólar à vista se firmou em queda de 0,35%, a R$ 5,3510. O dia no exterior foi marcado pelo sinal predominante de alta da moeda americana tanto em relação a divisas fortes quanto emergentes, dada a postura cautelosa de investidores na véspera da decisão de política monetária do Fed. Por aqui, a alta do IPCA-15 em julho, levemente abaixo das expectativas, no entanto, não chegou a ter papel relevante na formação dos preços.

EXTERIOR

O mercado acionário de Nova York fechou em queda. O quadro já era negativo na abertura, com balanços e outras notícias do setor corporativo pesando no humor das bolsas, e piorou após indicadores fracos dos Estados Unidos. Além disso, investidores se posicionavam para balanços importantes, previstos para depois do pregão e o restante da semana, e também para a decisão de política monetária do Fed. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,71%, enquanto o S&P 500 caiu 1,15% e o Nasdaq recuou 1,87%.

Os rendimentos dos Treasuries ficaram sem sinal único, à espera da decisão monetária. Revisão para baixo nas previsões de crescimento econômico pelo FMI e grandes bancos renovaram preocupações sobre uma recessão na economia americana. O dólar avançou ante as principais moedas do mundo, na véspera de mais um provável aumento de juros. Desse modo, o DXY fechou em alta de 0,66%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a projeção de alta do PIB global de 3,6% para 3,2%, conforme mostra o relatório de Perspectiva Econômica Mundial. Enquanto para 2023, a queda de previsão foi de 3,6% para 2,9%, em relação ao relatório anterior. No documento, a instituição destacou a Guerra da Ucrânia, a inflação mundial, a escalada da crise do setor imobiliário da China e uma fragmentação geopolítica que poderia impedir o comércio global e a cooperação como os principais riscos. 

Ao passo que, para o Brasil, o FMI elevou novamente a projeção para o PIB em 2022, de uma alta de 0,8% em abril para 1,7% agora. Apesar de ser a maior revisão para cima anunciada pelo organismo, o País vai crescer menos que a média mundial e seus pares emergentes. Para 2023, a projeção passou de 1,4% para 1,1%.  

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos recuou de 98,4 em junho (dado revisado, de 98,7 antes informado) a 95,7 em julho, de acordo com o Conference Board. Analistas ouvidos pelo WSJ previam queda mais tímida, a 97,0.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,13% em julho, após ter avançado 0,69% em junho, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor variação mensal desde junho de 2020, quando o IPCA-15 subiu apenas 0,02%. O resultado ficou de acordo com as estimativas do mercado, consultadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de uma queda de 0,70% a uma alta de 0,70%, perto da mediana de 0,16% de alta.

Desse modo, o IPCA-15 registrou um aumento de 5,79% no acumulado do ano. Enquanto, no acumulado em 12 meses, a alta foi de 11,39%. As projeções para o acumulado em 12 meses iam de avanço de 9,80% a 11,94%, com mediana de 11,41%.

POLÍTICA NO BRASIL

 O MDB confirmará hoje (27), em uma contestada convenção que será realizada a distância, a indicação de Simone Tebet como candidata à Presidência da República. A federação formada por PSDB e Cidadania também se reunirá para confirmar sua presença na chapa. Uma tentativa de judicializar a disputa, movida pela ala alinhada ao ex-presidente Lula (PT), foi rejeitada pelo presidente do TSE, Edson Fachin. A convenção ocorre com uma provável mudança na escolha do vice, que não deverá mais ser o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). De acordo com interlocutores de Tebet, três nomes estão sendo discutidos para a vice neste momento: das senadoras Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Eliziane Gama (Cidadania-MA) e da ex-prefeita de Caruaru e pré-candidata ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB). (Valor)

O Ministério da Economia reduziu a projeção de déficit nas contas públicas e considera possível que a melhora continue a ponto de o ano encerrar com um leve superávit no resultado primário. A necessidade de eliminar o déficit das contas públicas foi expressa em 2018 no plano de governo elaborado pelo então candidato Jair Bolsonaro (PL) e pelo ministro Paulo Guedes (Economia). A tarefa ficou comprometida sobretudo pelos gastos da pandemia, mas ganhou força no Ministério da Economia na reta final do mandato. O primeiro saldo positivo após oito anos, no entanto, é alcançado com a ajuda de manobras e receitas temporárias.
Por enquanto, a projeção oficial mais recente diz que o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) terminará com déficit de R$ 59,3 bilhões, 9% abaixo do estimado há dois meses. O número já passaria com folga pelo rombo máximo de R$ 170,4 bilhões permitido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias no ano, mas os técnicos veem possibilidade de um resultado ainda melhor. (Folha)

Para mais notícias sobre política, acesse o Panorama Político.

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