Ibovespa recupera linha dos 100 mil pontos

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NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Futuros de Wall Street operam em baixa e bolsas operam sem direção definida.
  • As bolsas asiáticas fecharam com viés de alta, após a gigante chinesa de e-commerce Alibaba revelar planos de buscar uma listagem primária de ações em Hong Kong. Os papéis da empresa saltaram 4,82% em Hong Kong. O Hang Seng subiu 1,67%, enquanto o Xangai Composto avançou 0,83%. No entanto, o Nikkei teve baixa de 0,16%, pressionado por ações ligadas a transporte marítimo e videogames.  
  • Na Europa, os mercados operam sem direção única e com tom cauteloso, enquanto investidores digerem balanços de empresas da região e seguem na expectativa da decisão do Fed, na quarta-feira (27). Dessa forma, o índice Stoxx Europe 600 recua marginalmente 0,02%. 
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura em queda. 
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,76%.
  • Os contratos futuros do Brent sobem 1,22% a US$ 106,43 o barril.
  • O ouro recua 0,07%, a US$ 1.718,42 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 21 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:00 Brasil: IPCA-15 (Jul) 
  • 11:00 EUA: Confiança do Consumidor Conference Board (Jul) 
  • 11:00 EUA: Vendas de Casas Novas (Jun)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Mesmo com a relativa fraqueza vista neste começo de semana no exterior, o forte recuo do dólar e a retração observada também nos juros futuros permitiram que o Ibovespa recuperasse a linha dos 100 mil pontos, não vista em fechamento desde o último dia 8. Desse modo, o índice fechou em alta de 1,36%, aos 100.296,85 pontos. 

Os juros encerraram em queda, em continuidade ao movimento de alívio de prêmios na curva já visto na sessão anterior, estimulado pelo bom humor do ambiente externo e queda do dólar. O recuo, no entanto, não teve respaldo de liquidez, com investidores preferindo aguardar os eventos da semana para montar posições mais firmes. 

O enfraquecimento da moeda americana no exterior, em semana de decisão do Fed, e a recuperação das commodities, na esteira de medidas de resgate ao setor imobiliário na China, abriram espaço para realização de lucros e redução de posições compradas no mercado futuro. Assim, o dólar fechou em queda de 2,33%, a R$ 5,3700.  

EXTERIOR

Os mercados acionários de Nova York registraram queda em boa parte da sessão, mas uma melhora na reta final garantiu quadro misto. Na expectativa por uma semana de balanços de companhias importantes, entre elas gigantes do setor de tecnologia, as bolsas abriram em alta, no entanto, logo passaram ao território negativo, em sessão volátil. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,28%, enquanto o S&P 500 avançou 0,13% e o Nasdaq recuou 0,43%.

Os juros dos Treasuries avançaram, dois dias antes da próxima decisão monetária do Fed. Ao mesmo tempo, o índice DXY recuou 0,23%, com investidores se posicionando para a provável alta de juros.  

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, subiu de -1,2 em junho para 11,1 em julho, de acordo com pesquisa divulgada pela distrital de Nova York do Fed. Contudo, o resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pelo WSJ, que previam baixa do indicador a -2 neste mês.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

A confiança do consumidor subiu 0,5 ponto em julho ante junho, conforme divulgado pelo IBRE/FGV. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou em 79,5 pontos. A ligeira alta ocorreu após avanço maior em junho e manteve o ICC no maior nível desde agosto de 2021. Ao passo que, em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 78,0 pontos.

De acordo com a FGV, a ligeira alta de julho foi puxada pelas expectativas em relação ao futuro próximo. Além disso, houve discrepância no comportamento do ICC entre as diferentes faixas de renda pesquisadas pela entidade. A confiança cresceu entre os mais pobres, mas registrou ligeira queda entre os consumidores de maior poder aquisitivo. O ICC subiu 1,8 ponto para os consumidores na menor faixa de renda pesquisada. Enquanto entre os consumidores da maior faixa de renda, o ICC caiu 0,4 ponto.

POLÍTICA NO BRASIL

O governo solicitou às principais estatais federais – Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – que antecipem parte dos dividendos que seriam pagos apenas em 2023, retirando receitas que seriam recebidas pelo próximo mandato. O pedido faz parte de uma tentativa de neutralizar neste ano os efeitos da emenda constitucional que liberou R$ 41,25 bilhões às vésperas da eleição e das renúncias fiscais decorrentes da desoneração de combustíveis. A requisição foi feita após reações negativas do mercado financeiro sobre o tratamento com as contas públicas no episódio. O governo entende ser ideal buscar atenuar o impacto da emenda buscando novas receitas, embora não seja obrigado a compensar os gastos nesse caso. (Folha)

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) arquive 7 das 10 apurações preliminares envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (PL), ministros, ex-ministros e congressistas que foram abertas com base no relatório final da CPI da Covid no Senado. Dentre as investigações, 5 pediam o indiciamento do presidente.  (Poder 360)

Para mais notícias sobre política, acesse o Panorama Político.

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