Banco Central Europeu eleva os juros em 50 bps, primeiro aumento desde 2011

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NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Banco Central Europeu eleva os juros em 50 bps, primeiro aumento desde 2011.
  • As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, ao passo que investidores digeriram dados de inflação e de atividade manufatureira do Japão e um dia após o BCE surpreender com um aumento de juros maior do que o esperado. O índice acionário Nikkei subiu 0,40%, enquanto o Hang Seng avançou 0,17% e o Xangai Composto recuou 0,06%.
  • A inflação ao consumidor (CPI) do Japão subiu 2,4% em junho em relação ao ano anterior, superando a meta de 2% do Banco do Japão (BoJ) por três meses consecutivos. Ao mesmo tempo, o índice de gerentes de compra (PMI) composto caiu de 53 para 50,6 em julho, segundo dados do S&P Global.
  • Na Europa, as bolsas operam em alta, à medida que os investidores digerem a divulgação dos PMIs. Assim, o Stoxx Europe 600 avança 0,46%.
  • Na zona do euro, o PMI composto caiu a 49,4 em julho, primeira vez abaixo de 50 desde fevereiro de 2021, sinalizando que a atividade no bloco voltou a se contrair. Enquanto na Alemanha, o PMI recuou de 51,3 para 48, também indicando a contração na atividade. Já no Reino Unido, caiu de 53,7 para 52,8, no entanto, acima da marca dos 50 pontos. Os índices são divulgados pela S&P Global
  • As vendas no varejo do Reino Unido recuaram 0,1% em junho ante maio, conforme dados do ONS. A expectativa era de queda de 0,4%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura no negativo.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,82%.
  • Os contratos futuros do Brent recuam 1,48% a US$ 102,32 o barril.
  • O ouro avança 0,26%, a US$ 1.722,90 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 23,5 mil.
AGENDA DO DIA
  • 10:45 EUA: PMI Composto (Jul) 

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

 O Ibovespa fechou o quinto dia de recuperação com alta de 0,76%, aos 99.033,17 pontos. O movimento seguiu a tendência do exterior, com decisão do BCE e balanços corporativos no radar. 

Os juros futuros fecharam em alta, com recomposição de prêmios estimulada pela pressão do câmbio e os receios fiscais e do cenário eleitoral mantidos como pano de fundo. Enquanto o câmbio avançou 0,66%, a R$ 5,4970, em dia marcado por tombo no preço das commodities e renovadas preocupações com o fôlego da economia global, na esteira da decisão do BCE. 

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em alta. Em sessão volátil, os índices chegaram a cair com a notícia que o Joe Biden, presidente dos EUA, está com covid, mas logo voltou para o terreno positivo. Além disso, a decisão do BCE e os balanços corporativos estiveram no radar dos investidores. O Dow Jones avançou 0,51%, enquanto o S&P 500 subiu 0,99% e o Nasdaq teve alta de 1,36%. 

Os retornos dos Treasuries caíram. O movimento se deu após os investidores digerirem a comunicação do banco central europeu e um dado fraco do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O euro avançou ante o dólar, reagindo à decisão do BCE. Desse modo, o índice DXY fechou em baixa de 0,16%.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu elevar seus juros básicos em 50 pontos-base, no primeiro aumento desde 2011, numa tentativa de conter a disparada da inflação na zona do euro. O BCE elevou sua taxa de refinanciamento de 0% para 0,50%, a de depósitos de -0,50% para 0% e a de empréstimos de 0,25% a 0,75%. A maior parte dos analistas previa ajuste de 25 pontos-base, mas não descartava possibilidade de uma elevação mais agressiva. A presidente do BCE, Christine Lagarde, reforçou que a autoridade monetária não prevê uma recessão na zona do euro este ano ou no próximo em seu cenário-base, apesar de a persistência da guerra na Ucrânia e o aperto nas condições para conter a inflação.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, subiu de -0,7 em janeiro para 3,1 em fevereiro, de acordo com pesquisa divulgada pela distrital de Nova York do Fed. No entanto, o resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pelo WSJ, que previam alta do indicador a 10,0 neste mês.

POLÍTICA NO BRASIL

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, deu cinco dias para o presidente Jair Bolsonaro se manifestar sobre as ações que questionam a reunião com embaixadores, realizada na segunda-feira (18), em que ele proferiu ataques ao sistema eletrônico de votação. O ministro, que atua em regime de plantão durante durante o recesso do Poder Judiciário, despachou em três representações apresentadas ao TSE: uma pelo PT, outra pelo PDT e a terceira pelos partidos Rede e PCdoB. (Valor)

A insistência do governo em eleger para o conselho da Petrobras nomes rejeitados por órgãos internos da companhia foi vista no mercado como mais um ataque à governança da estatal pelo governo Bolsonaro e será alvo de uma ação judicial movida por petroleiros. Porém, advogados ouvidos pela Folha divergem sobre a possibilidade de reversão na Justiça. O caso é inédito desde a promulgação da Lei das Estatais e ainda não há  jurisprudência.

Para mais notícias sobre política, acesse o Panorama Político.

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