Pressionados por Wall Street, mercados mundiais operam em viés de baixa

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NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Pressionados por Wall Street, mercados mundiais operam em viés de baixa.
  • As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, pressionadas pela fraqueza de Wall Street, enquanto investidores acompanham o desempenho econômico dos EUA e balanços de grandes empresas do país. O Hang Seng caiu 0,89%, ao mesmo tempo que o Nikkei avançou 0,65% e o Xangai Composto teve alta marginal de 0,04%. 
  • Na Europa, os mercados também operam sem direção definida, tentando manter o ímpeto de recuperação dos últimos pregões enquanto os investidores aguardam a decisão do BCE, após divulgação do CPI. Assim, o Stoxx Europe 600 tem alta marginal de 0,04%. 
  • A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro atingiu nova máxima histórica de 8,6% em junho, ao acelerar de 8,1% em maio, conforme dados finais divulgados pela Eurostat. O resultado confirmou a leitura preliminar e veio de acordo com a expectativa de analistas consultados pelo WSJ. Em relação a maio, o CPI da zona do euro avançou 0,8% em junho, em linha com o consenso do mercado.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura em alta. 
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,99%. 
  • Os contratos futuros do Brent recuam 0,62% a US$ 105,61 o barril, após ter fechado a última sessão com alta superior a 5%.
  • O ouro avança 0,33%, a US$ 1.714,74 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 21,8 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:00 EUA: Licenças de Construção (Jun)
  • 17:00 EUA: Estoque de Petróleo Bruto 

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

O Ibovespa resistiu à mudança de sinal em Nova York no meio da tarde e fechou em alta de 0,38%, aos 96.916,13 pontos. Apesar de o avanço, foi o terceiro pior nível de fechamento do ano, tendo renovado mínimas de 2022 no intraday. 

O mercado de juros, acompanhando Wall Street, fechou em alta. As principais taxas seguem nos maiores níveis desde 2016. Além disso, a piora do sentimento no exterior ao longo da tarde, com virada das bolsas do exterior para o campo negativo, fez com que o dólar ganhasse força no mercado doméstico de câmbio nas últimas horas de negócios e encerrasse a sessão em alta de 0,39%, a R$ 5,4250.

EXTERIOR

O mercado acionário de Nova York registrou queda. As bolsas chegaram a abrir em alta, mas não se sustentaram, com piora na reta final, em meio a indicadores e notícias que apontam para perda de impulso da economia. Além disso, a temporada de balanços continuou no foco dos investidores. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,69%, enquanto o S&P 500 caiu 0,84% e o Nasdaq teve queda de 0,81%. 

Os juros dos Treasuries subiram. Com o início do período de silêncio do Fed antes da reunião monetária da próxima semana, investidores solidificam suas apostas por um novo aumento de 75 pontos-base do juro nos EUA, ao invés dos 100 pontos-base especulados recentemente. Ao passo que o índice DXY caiu 0,64%, em quadro de maior apetite por risco nos mercados globais em geral.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O índice de confiança das construtoras dos Estados Unidos recuou de 67 em junho a 55 em julho, conforme divulgado pela Associação Nacional das Construtoras (NAHB). O resultado veio bem abaixo da previsão de analistas consultados pelo WSJ, que esperavam leve queda a 66. Dessa forma, o indicador diminuiu ao menor nível desde maio de 2020.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,60% em julho, após ter aumentado 0,74% em junho, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,27% e 0,59%, com mediana de 0,46%. Desse modo, o IGP-10 acumulou um aumento de 9,18% no ano. Ao passo que a taxa em 12 meses ficou em 10,87%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de julho, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 avançaram 0,57%, ante uma alta de 0,47% em junho. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram aumento de 0,42% em julho, após o avanço de 0,72% em maio. Enquanto o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve alta de 1,26% em julho, depois de saltar 3,29% em junho.

POLÍTICA NO BRASIL

Em reunião com cerca de 40 embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro repetiu os ataques que já fez anteriormente ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas. Além disso, Bolsonaro voltou a citar as Forças Armadas e seu possível papel nas eleições. Minutos depois, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, rebateu as alegações em evento da OAB. Os pré-candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) também criticaram a fala de Bolsonaro. (Valor/Poder 360)

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que seja criada uma “comissão especial” para que governo federal e Estados encontrem uma solução sobre o impasse em relação à cobrança do ICMS sobre os combustíveis e outros setores. De acordo com a decisão, os trabalhos terão início em 2 de agosto e devem ser concluídos até 4 de novembro. O ministro afirmou que as manifestações enviadas à Corte sobre o tema pela União e pelos Estados revelam “nítida divergência interpretativa” em relação ao impacto das recentes mudanças aprovadas pelo Congresso sobre o tema. (Valor)

Para mais notícias sobre política, acesse o Panorama Político.

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