Bolsas recuam com receio de recessão global

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NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Bolsas recuam com receio de recessão global.
  • As bolsas na Ásia fecharam com viés negativo, com temores sobre recessão nos EUA. No entanto, os mercados chineses foram impulsionados por dados que sinalizaram expansão da atividade econômica. O Nikkei caiu 1,54%, enquanto o Hang Seng recuou 0,62%. Contudo, a China voltou a dar sinais de crescimento e o Xangai Composto avançou 1,1%.
  • O PMI da indústria da China subiu de 49,6 pontos em maio para 50,2 em junho, de acordo com o NBS. O resultado ficou abaixo do previsto por economistas consultados pelo WSJ, de 50,5. Contudo, ficou acima do nível de 50 pontos, o que marca expansão. Ao passo que o PMI de serviços também ficou acima da marca de expansão, subindo de 47,8 em maio para 54,7 em junho.
  • As bolsas europeias operam em forte baixa, à medida que investidores se preocupam cada vez mais com a possibilidade de uma recessão global. Assim, o índice Stoxx Europe 600 recua 1,81%.
  • A taxa de desemprego da zona do euro caiu de 6,7% em abril para 6,6% em maio, conforme dados divulgados pela Eurostat. O resultado de maio veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo WSJ, de 6,8%.
  • As vendas no varejo da Alemanha cresceram 0,6% em maio ante abril, de acordo com dados publicados pela Destatis. Na comparação anual, por outro lado, houve queda de 3,6% em maio.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura no vermelho.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 3,06%.
  • Os contratos futuros do Brent caem 0,26%, a US$ 115,96 o barril.
  • O ouro recua 0,40%, a US$ 1.810,29 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 19 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:30 EUA: Índice de Preços PCE (Mai)
  • 09:30 Brasil: Balanço Orçamentário (Mai)
  • 10:30 União Europeia: Discurso de Christine Lagarde, Presidente do BCE

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Após dois fechamentos na linha dos 100 mil pontos, o Ibovespa voltou a se acomodar abaixo da marca. O enfraquecimento do giro observado na B3 tem refletido o grau de cautela,. No exterior, permanecem as dúvidas quanto ao grau de aperto monetário ainda a ser promovido pelo Fed, no momento em que a revisão do PIB do primeiro trimestre nos Estados Unidos, pior do que antecipado, e especialmente a divulgação dos primeiros dados econômicos de junho sugerem desaceleração da atividade no país, enquanto na China a retomada ainda é dificultada pelo surto de covid. Desse modo, o índice recuou em 0,96%, aos 99.621,58.

O mercado de juros percorreu a sessão dividido entre corrigir parte do avanço nas três últimas sessões e adicionar mais prêmios na curva pela elevação do risco fiscal, e o resultado foi uma alternância dos sinais de alta e baixa durante o dia. No fechamento, estavam perto dos ajustes do dia anterior, com viés de queda na ponta longa. 

Ao passo que o dólar encerrou em queda de 1,39%, a R$ 5,1940, descolado do movimento global de fortalecimento da moeda americana, em dia de aversão ao risco no exterior. 

Os juros futuros voltaram a disparar, refletindo principalmente a piora na percepção de risco fiscal,  com dados locais fortes de atividade e efeito potencializado pela ampliação da cautela no exterior. Nesse cenário, o dólar fechou em alta de 0,63%, a R$ 5,2670. 

EXTERIOR

Os mercados acionários de Nova York fecharam sem sinal único. A leitura do PIB dos EUA no primeiro trimestre, mais fraca que o previsto, e declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, estiveram em foco pelos investidores. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,27%, enquanto o S&P 500 caiu 0,07% e o Nasdaq registrou queda de 0,03%.

Os juros dos Treasuries terminaram a sessão em queda. Um quadro de baixo apetite por risco nos EUA, com o PIB e os comentários de Powell, elevaram a demanda pela segurança da renda fixa americana, pesando sobre os retornos. O índice DXY operou em alta durante toda sessão e encerrou avançando 0,57%.

Em comentários durante o Fórum do Banco Central Europeu (BCE), Powell disse que a economia pode suportar o aumento de juros sem entrar em recessão, ainda que enfrente alguma “dor” no caminho. De acordo com o banqueiro, um aperto mais agressivo é necessário pois o Fed não pode considerar que as expectativas inflacionárias ficarão ancoradas. 

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA sofreu uma contração anualizada de 1,6% no primeiro trimestre de 2022, de acordo com a terceira e última leitura do indicador, publicada pelo Departamento do Comércio. O resultado ficou abaixo da estimativa anterior e da previsão de analistas consultados pelo WSJ, de queda de 1,5% em ambos os casos.

Além disso, o Departamento do Comércio informou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu à taxa anualizada de 7,1% no primeiro trimestre, um pouco maior do que a alta de 7% calculada um mês atrás. Ao mesmo tempo, o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, avançou 5,2% no mesmo intervalo, também acima da estimativa anterior, de 5,1%.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a 0,59% em junho, após alta de 0,52% em maio, de acordo com a FGV/IBRE. No entanto, o resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast,  de 0,70%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou marginalmente de 10,72% para 10,70%. No ano de 2022, o indicador acumula alta de 8,16%.

Nas aberturas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) arrefeceu de 0,45% para 0,30% em junho. Ao passo que o índice de preços no atacado acumula variação de 10,70% em 12 meses. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) avançou de 0,35% para 0,71% na margem, com inflação acumulada de 10,23% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), por fim, subiu de 1,49% para 2,81%, conforme já divulgado pela FGV. A alta acumulada em 12 meses é de 11,75%.

POLÍTICA NO BRASIL

A secretária Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, foi nomeada como nova presidente da Caixa Econômica Federal. A confirmação veio em edição extraordinária do Diário Oficial da União, que também trouxe a exoneração ‘a pedido’ do até então presidente do banco, Pedro Guimarães. Daniela Marques tem o total apoio da equipe econômica do governo federal para assumir o cargo. A escolha foi objeto de elogios tanto por parte de pessoas que trabalham com ela quanto por outras alas do Ministério da Economia. (Valor)

Para mais notícias de Brasília, acesse o Panorama Político.

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