A aversão ao risco aumenta com os juros mais altos nos EUA. A renda fixa segue atraente

PERSPECTIVAS PARAS AS CLASSES DE ATIVOS

Perspectivas, Retorno: Renda Fixa, Renda Variável, Imobiliário, Multimercado, Câmbio, Commodities.
CLASSE DE
ATIVO
CURTO
PRAZO
MÉDIO
PRAZO
COMENTÁRIOS
Renda Fixa PósApós o comunicado do Copom, alteramos a projeção da Selic terminal para 13,75%, com mais duas altas de 0,25 p.p. Ao passo que no cenário prospectivo, a inflação local ainda não está ancorada para 2023 e 2024. Além disso, há incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal no país. No âmbito externo, o aperto das condições financeiras com a decisão do FOMC, que aumentou a taxa em 0,75 p.p.. também contribuiu para a nossa mudança.

Os juros devem permanecer em patamar elevado até o final do primeiro semestre de 2023. Sendo assim, os ativos pós-fixados, públicos (Tesouro Selic -LFT), privados e também os fundos de renda fixa continuam como fonte importante de retorno para as carteiras. Ademais, servem para amortecer a volatilidade das demais classes.

Todavia, existe uma probabilidade, ainda que pequena, de o Copom encerrar o ciclo em 13,5% a.a. já na próxima reunião. Vai depender da divulgação dos números de inflação de junho e julho.
Renda Fixa – PréVisto que o ambiente é de juros elevados por mais tempo, a classe prefixada continua interessante.

O título do Tesouro pré com vencimento em 2025 que foi negociado a 13,25% antes da reunião do Copom, cedeu e está disponível para compra por 12,53% no Tesouro Direto. Ao passo que em títulos privados há taxas acima de 15% para um ano ou mais.
Renda Fixa InflaçãoNossa estimativa  mais recente para a inflação no fim de 2022 é 9,2%, sem considerar o PLP-18. Em breve, divulgaremos a projeção atualizada. 

O Pacote de Combustíveis que tramita no Congresso pode reduzir significativamente a inflação no ano corrente, todavia, eleva, em menor magnitude, a inflação no horizonte relevante de política monetária. 

No comunicado do COPOM, as projeções do mercado para a inflação em 2023 e 2024 ainda não estão ancoradas. O número esperado para 2023 é 4,7% e já se distancia do centro da meta (3,25% – teto 4,75%). 

Por isso, a classe indexada à inflação segue como alternativa para travar ganhos reais acima de 5% ao ano, no curto e médio prazos.
ImobiliárioSeguimos com perspectiva neutra para os fundos imobiliários no curto prazo. 

Porém, os fundos de lajes corporativas estão negociando com descontos de até 35% sobre o valor patrimonial. Portanto, essas são oportunidades para o médio prazo.

Os fundos de recebíveis, logística e Fiagros estão distribuindo dividendos superiores ao CDI e até mesmo acima do IPCA, isentos de imposto de renda. Assim, seguem com boas opções para os investidores que priorizam a recorrência de renda.

Veja aqui as oportunidades destacadas pela equipe de produtos.
MultimercadoAs vendas massivas nos mercados de ações e títulos globais geram distorções de preços dos ativos e oportunidades para os fundos multimercado macro. Desse modo, estes ainda se beneficiam de um carrego mais generoso, com os juros altos. 

Todavia, não se pode desprezar os efeitos recessivos dos juros altos e a volatilidade que estará presente à frente. Assim, a recomendação é optar por fundos de acordo com o perfil do investidor.  Veja os fundos de destaque da plataforma.
CâmbioSeguimos neutros com o câmbio no patamar atual, em torno de R$ 5,15. 

As decisões de política monetária dos principais bancos centrais do mundo estão contribuindo para o fortalecimento da moeda americana frente às divisas das principais economias. Por aqui, o cenário político, o pacote dos combustíveis e a ofensiva do governo e do Congresso contra a Petrobras são desfavoráveis ao real.

Seguimos com a estimativa de R$ 4,70 para o dólar no final do ano, após as eleições, levando em conta o elevado diferencial de juros e um resultado ainda indefinido. 
Commodities/
Ouro
Mantemos a perspectiva neutra para o ouro no curto e médio prazos, no cenário de juros altos no mundo.

De acordo com o Goldman, os bancos centrais seguem com demanda pelo metal precioso.
Renda VariávelSeguimos com o target de 130 mil pontos para o Ibovespa

Com o múltiplo muito atraente, o PL de 6,5x é bastante inferior à média da década passada (13x). Dessa forma, acreditamos que o Brasil possa se beneficiar de um rearranjo dos fluxos de capitais mais à frente, depois da consolidação da nova política monetária global. Se assim for, como nossa bolsa é uma das mais descontadas, deve atrair grande volume de capital estrangeiro. 

Em contrapartida, se houver uma debacle nos mercados internacionais, que cause uma crise no segmento de renda variável, é difícil supor que nos manteremos incólumes. 

As sugestões dos nossos especialistas para investimentos em renda variável estão em Trade Ideas e Carteiras de ações.
Investimento no ExteriorSeguimos cautelosos com o ambiente externo no curto e médio prazos.

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) dos EUA de maio não deu trégua, 8,6% em 12 meses, sendo a maior taxa registrada desde 1981. Desse modo, o Fed abandonou o gradualismo e adotou postura mais dura para conter a inflação. Assim, a autoridade monetária elevou em 0,75 p.p. a taxa básica de juro, para o intervalo entre 1,5% e 1,75%, essa foi a maior alta desde 1994. O FOMC também afirmou que foi uma elevação “incomumente alta” e não espera que essa intensidade “se torne comum”. Ou seja, outro aumento de pelo menos 0,75 p.p. não está descartado. 

O S&P500 registrou mais de 20% de queda no ano. Pela análise técnica, podemos ver o índice estendendo as perdas para 3.500 pontos, talvez 3.200.

Nossa percepção é de que a economia vai crescer menos, os juros seguirão apertados até 2023 e muitas empresas apresentarão dificuldades financeiras. Não vislumbramos as bolsas de NY voltando com ímpeto. Ademais, a desglobalização é inflacionária para os EUA.

O European Central Bank (ECB) chamou reunião emergencial para ponderar as condições do mercado. A venda maciça dos títulos italianos motivou a discussão de uma estratégia mais ampla para proteger a integridade da zona do euro. 

Reino Unido e Suíça também subiram as taxas. A Suíça elevou de -0,75% para -0,25%, a primeira alta desde 2007.

Apenas o Bank of Japan (BoJ) manteve a política ultra acomodatícia, com os juros em -0,10%. A autoridade monetária afirmou que apertar as condições monetárias neste momento não seria apropriado. Foi destacado ainda que a desvalorização do iene é negativa para a economia. Além disso, o presidente do banco central japonês, Haruhiko Kuroda, disse que o governo e o banco central continuarão monitorando a moeda de perto e colaborando para agir adequadamente.
CriptoativosO Bitcoin conseguiu retomar o patamar acima do nível de US$ 20.000, estendendo um período de volatilidade com grandes oscilações no fim de semana. 

O padrão de oscilações sugere que o sentimento dos investidores permanece altamente frágil, já que o Federal Reserve e outros bancos centrais estão a todo vapor para combater a inflação com aumentos nas taxas de juros que drenam a liquidez dos mercados.

Órama DTVM, Renda Fixa Retorno , Diversificação de Renda Fixa


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