Dados de inflação dos EUA darão direção dos mercados

NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Dados de inflação (CPI) dos EUA darão direção dos mercados.
  • As bolsas na Ásia fecharam mistas. Na China foi divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI), com resultado abaixo das expectativas. Dessa forma, o índice Xangai Composto fechou em alta de 1,42%, enquanto o Nikkei em queda de 1,49% e o Hang Seng em baixa de 0,29%. 
  • O índice de preços ao consumidor (CPI) da China subiu 2,1% em maio, na comparação anual, abaixo da previsão de alta de 2,2% dos analistas ouvidos pelo WSJ. Ao passo que o índice de preços ao produtor (PPI) avançou 6,4% em maio ante igual mês do ano passado, acima da expectativa de alta de 6,3%.  
  • Na Europa, os mercados operam em baixa, prolongando as perdas da sessão anterior, quando o BCE sinalizou que elevará os juros em julho e setembro. A inflação e seus efeitos, como o aperto monetário, seguem em foco. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 opera em baixa de 1,43%. 
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam aberturas em direções mistas. 
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 3,03%
  • Os contratos futuros do Brent sobem 0,63% a US$ 123,85 o barril.
  • O ouro está caindo 0,29%, a US$ 1.842,75 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 29,9 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:00 Brasil: Vendas no Varejo (Abr)
  • 09:30 EUA: Índice de Preços ao Consumidor CPI (Mai)
  • 10:45 União Europeia: Discurso de Christine Lagarde, Presidente do BCE

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Apesar de o resultado surpreendente do IPCA, prevaleceu a cautela dos investidores após a decisão do BCE, ainda que esperada. Dessa forma, o Ibovespa fechou em queda de 1,18%, aos 107.093,71. Os juros futuros fecharam em queda, em reação ao IPCA de maio, muito abaixo do consenso. As taxas de curto prazo chegaram a cair até 20 pontos-base.

O mercado doméstico de câmbio experimentou mais um dia marcado por alta instabilidade e liquidez reduzida. O fluxo de recursos pontuais e ajustes no mercado futuro amenizaram parte das pressões externas sobre a taxa de câmbio. No entanto, o dólar fechou em alta de 0,33%, a R$ 4,8900.

A Eletrobras fixou em R$ 42 o preço em uma oferta que resultou na privatização da companhia, movimentando R$ 29,29 bilhões. A demanda foi forte com a participação de investidores que incluíram fundos de pensão, investidores estatais, fundos de hedge e investidores de varejo. O interesse pela oferta permitiu a venda de um lote adicional. A Eletrobras vai captar R$ 30,75 bilhões e o BNDES, que vendeu sua participação, levantou R$ 2,93 bilhões, de acordo com fontes. Essa será a maior oferta de ações em 12 anos no Brasil, desde a capitalização da Petrobras em 2010, caso os números se confirmem.

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em queda, após decisão do BCE e preocupações sobre o quadro global de inflação. Na véspera de dados de inflação ao consumidor nos EUA (CPI), investidores se desfizeram principalmente de ações dos setores de tecnologia e turismo. Desse modo, no fechamento, o índice Dow Jones caiu 1,94%, o S&P 500 tombou 2,38% e o Nasdaq desabou 2,75%. 

Os juros dos Treasuries ficaram mistos, em um dia de agenda esvaziada nos Estados Unidos e expectativas voltadas para a divulgação do CPI. Dessa forma, no fim do pregão o juro da T-note de 10 anos avançava a 3,042%. O dólar marcou forte valorização ante rivais, impulsionado principalmente pelo euro fraco. O BCE indicou que aumentará os juros a partir de julho, no entanto, o mercado avalia que o compromisso de aperto não foi contundente o suficiente para sustentar a moeda comum. Assim, o índice DXY fechou em alta de 0,88%.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter sua taxa de juros. Contudo, deixou claro em seu comunicado o compromisso de elevar as taxas em julho e também em setembro, sinalizando que depois disso um ritmo “gradual mas sustentado de altas de juros será apropriado”.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,47%, ante um avanço de 1,06% em abril, de acordo com o IBGE. O resultado ficou abaixo da mediana (0,60%) conforme as estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. Assim, a taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 4,78%. Ao passo que o resultado acumulado em 12 meses foi de 11,73%, também abaixo da mediana, de 11,88%.

Dentre os nove grupos, oito avançaram no mês. Dessa forma, a maior variação (2,11%) e o maior impacto (0,30 p.p.) vieram dos Transportes. Tal alta foi puxada, principalmente, pelo aumento dos preços das passagens aéreas. Por outro lado, a queda na Habitação (1,70%) contribuiu com -0,26 p.p. para o total do mês e refletiu o recuo da energia elétrica (7,95%). 

Para o relatório completo da inflação de maio, acesse o relatório.

POLÍTICA NO BRASIL

A Executiva Nacional do PSDB aprovou nesta quinta-feira (9) a aliança nacional com MDB e Cidadania, tendo a senadora Simone Tebet (MDB-MS) na cabeça da chapa que vai disputar a Presidência da República. Pelo acordo, os tucanos indicarão o vice, que tem como nome principal o do senador Tasso Jereissati (CE). (Valor)

O parecer final do projeto de lei que limita em 17% o ICMS aponta que a desoneração de impostos federais sobre quatro combustíveis custará R$ 35,2 bilhões aos cofres da União apenas em 2022. O gasto faz parte da ofensiva do governo Jair Bolsonaro (PL) para tentar reduzir o custo dos combustíveis e da inflação neste ano, quando o presidente tentará a reeleição. (Valor)

O Supremo Tribunal Federal (STF) mudou a regra que zerava os votos já proferidos em julgamentos virtuais interrompidos pelo chamado “pedido de destaque”, utilizado por ministros para tirar um caso do plenário virtual e levá-lo à sessão presencial. Na prática, a decisão limita os votos dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), ao passo que valida as manifestações proferidas pelos seus antecessores – Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, respectivamente – antes da aposentadoria. (Valor)

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) participou da Cúpula da Américas, onde teve seu primeiro encontro com Joe Biden. Primeiramente, Biden fez elogios ao Brasil ao falar em “interesses comuns”. Disse que o país tem uma democracia vibrante, com instituições eleitorais robustas, e que tem feito um bom trabalho para proteger a Amazônia. Em seguida, a conversa seguiu a portas fechadas. Nela, ficaram na sala só os presidentes, tradutores, o chanceler Carlos França e o secretário de Estado, Antony Blinken. Integrantes do governo afirmam que houve avanços em projetos de parcerias econômicas em áreas como o uso de hidrogênio como combustível e energia eólica. Além disso, Bolsonaro pediu a Biden para rever a questão de tarifas extras sobre o aço; o americano ficou de analisar melhor o assunto. (Folha)

Para mais notícias de Brasília, acesse o Panorama Político.

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