Mercados operam em baixa após Banco Mundial e OCDE revisarem suas projeções de atividade

NESTA MANHÃ
Nesta manhã: Mercados europeus operam em baixa após Banco Mundial e OCDE revisarem suas projeções de atividade.
  • As bolsas na Ásia fecharam em alta, em meio ao alívio no cerco da China contra empresas do setor de tecnologia. Autoridades chinesas autorizaram a certificação de 60 títulos de videogames, meses após ter suspendido o processo. Além disso, o relaxamento das restrições para controlar o Covid-19 no país também ajudou a atenuar os efeitos das preocupações sobre a economia global. Assim, o Xangai Composto fechou em alta de 0,68%, o Hang Seng avançou 2,24% e o Nikkei teve alta de 1,04%. 
  • O PIB real do Japão recuou 0,1% no primeiro trimestre de 2022, na comparação com o trimestre anterior, de acordo com a leitura final publicada pelo Escritório de Estatísticas do país. O resultado apresentou uma queda menor que a de 0,2% registrada na primeira leitura.
  • As bolsas da Europa operam em baixa, após novas previsões da OCDE confirmarem expectativas pessimistas para a economia global. Na véspera da decisão do BCE, investidores monitoram dados na região. Desse modo, o Stoxx Europe 600 recua 0,59%.
  • Em relatório, a OCDE cortou a projeção para crescimento do PIB mundial este ano, de 4,5% para 3,0%, em meio aos efeitos da guerra na Ucrânia. De acordo com a entidade, a escalada da inflação corrói a renda e o poder de compra das famílias, o que pesa sobre o consumo.
  • O PIB da zona do euro cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre do ano passado, conforme divulgado pela Eurostat. O resultado representa uma revisão positiva em relação à estimativa, que apontava expansão de 0,3%.
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura no vermelho
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 3,01%.
  • Os contratos futuros do Brent sobem 1,24% a US$ 122,07 o barril.
  • O ouro está caindo 0,23%, a US$ 1.848,08 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 30,4 mil.
AGENDA DO DIA
  • 08:00 Brasil: IGP-DI (Mai)
  • 11:00 EUA: Estoques de Petróleo Bruto

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

O Ibovespa manteve margem de variação estreita ao longo do dia, sem conseguir acompanhar o bom humor do mercado no exterior. Assim, encerrou o dia em perda de 0,11%, aos 110.069,76 pontos.   O risco fiscal voltou a dar as cartas no mercado doméstico de câmbio e levou o real a amargar o pior desempenho entre as principais moedas do mundo. Dessa forma, o dólar encerrou o dia em alta de 1,63%, a R$ 4,8740. 

A proposta do governo para desonerar combustíveis impactou o mercado de juros, levando as taxas dos principais vencimentos a partir de 2027 a fecharem no pico do ano. Nem mesmo o potencial de desaceleração da inflação trazido pela desoneração tributária foi capaz de impedir o acúmulo de prêmio. Dessa maneira, a taxa do contrato do DI de 2025 teve alta de 12,475% para 12,655% e a de 2027 saltou de 12,395% para 12,570%. 

EXTERIOR

Os mercados acionários de Nova York fecharam com ganhos. As bolsas caíram no início do dia, com as dificuldades de grandes varejistas no radar, mas ganharam impulso ao longo do pregão, com o setor de energia liderando, em jornada positiva para o petróleo. Desse modo, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,80%, o S&P 500 avançou 0,95% e o Nasdaq subiu 0,94%. Ao mesmo tempo, o índice DXY fechou em baixa de 0,12%. 

Os juros dos Treasuries ficaram mistos, com a ponta longa em queda. A curva de rendimentos chegou a inverter brevemente na reta final da sessão, com o rendimento da T-note de 5 anos superando o da T-note de 10 anos. Historicamente, inversões de curva de juros antecedem períodos de recessão. Enquanto aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), o mercado precifica a expectativa de aperto monetário acelerado nos EUA. Assim, o juro da T-note de 10 anos caiu a 2,991%.

Em participação em audiência no Senado americano, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, reafirmou o compromisso para pressionar a Rússia a recuar da guerra na Ucrânia. Yellen disse que o governo Joe Biden coordena com a Europa como limitar a receita da Rússia com petróleo, além de enfatizar o papel oficial nos EUA para impedir avanços ainda maiores do combustível, com a liberação de estoques estratégicos.

GUERRA NA UCRÂNIA

Autoridades europeias acusam Moscou de usar como arma os suprimentos de alimentos. O Kremlin prometeu permitir a exportação de grãos se a Ucrânia liberar o acesso aos portos do Mar Negro, enquanto Kyiv expressou desconfiança em tais promessas. 

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que irá impor sanções a dezenas de cidadãos norte-americanos, incluindo funcionários do governo e executivos de empresas, em resposta às sanções dos EUA. Os combates continuaram nas ruas de Severodonetsk, cidade na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, onde a Rússia está agora concentrando seu poder de fogo. (WSJ)

INDICADORES ECONÔMICOS MUNDIAIS

De acordo com relatório Prospectos Econômicos Globais do Banco Mundial, a instituição cortou suas projeções para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta em 2022 a 2,9%, de 4,1% projetado em janeiro. Além disso, reduziu a estimativa para avanço da atividade no mundo em 2023, de 3,2% a 3%. Destacaram no relatório que em meio à guerra na Ucrânia e à persistência da pandemia, a economia mundial enfrenta crescentes riscos de estagflação. 

O Banco Mundial acredita que a inflação deve moderar no próximo ano, mas ainda acima das metas dos BCs. O documento adverte que o cenário inflacionário pode causar uma acentuada desaceleração da economia global e, como consequência, deflagrar crises financeiras em mercados emergentes.

POLÍTICA NO BRASIL

O plenário da Câmara aprovou ontem (7) um projeto de lei que determina às empresas do setor de combustíveis que enviem à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) os dados que compõem os preços dos produtos comercializados. O projeto segue para análise do Senado. (Agência Brasil)

Em pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quarta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em um dos cenários, o petista tem 46% das intenções de voto contra 30% do atual mandatário. Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará, aparece em terceiro, com 7%, seguido por André Janones (Avante), com 2%, Simone Tebet (MDB), com 1%, e Pablo Marçal (Pros), com 1%. Os demais pré-candidatos não pontuaram. Com esse resultado, Lula seria eleito presidente no primeiro turno, já que supera a soma de todos os demais candidatos. (Folha)

Na média geral da pesquisa PoderData, considerando a população como um todo, Lula tem 43%, contra 35% do atual presidente. Ciro Gomes (PDT) pontua 5%. É seguido pelo deputado André Janones (Avante-MG), com 3%. José Maria Eymael (DC-RS), que já foi candidato a presidente cinco vezes, tem 1% – mesmo percentual de Luciano Bivar (União Brasil). (Poder360)

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