Renda fixa segue como a classe com melhor relação entre risco e retorno

PERSPECTIVAS PARAS AS CLASSES DE ATIVOS

Perspectivas, Retorno: Renda Fixa, Renda Variável, Imobiliário, Multimercado, Câmbio, Commodities.
CLASSE DE
ATIVO
CURTO
PRAZO
MÉDIO
PRAZO
COMENTÁRIOS
Renda Fixa PósMantivemos a Selic em 13,25% para o fim de 2022. Entendemos que os juros já estão em patamar restritivo e que agora é preciso esperar os efeitos da política monetária sobre a inflação. 
Em audiência na Comissão de Defesa ao Consumidor da Câmara dos Deputados, o presidente do Banco Central, Roberto Campo Neto, discorreu sobre juros e inflação. Ele afirmou que a tarefa de subir juros é desconfortável para qualquer autoridade monetária, pois leva à restrição econômica e afeta a produtividade. 
Nesse cenário de juros altos por mais tempo, os títulos Tesouro Selic (LFT) e os ativos privados, podendo ser papéis ou fundos, seguem como fonte importante de retorno para as carteiras 
Renda Fixa – PréCom o fim do ciclo de alta se aproximando, a classe apresenta uma relação risco x retorno atraente. Fixar juros nominais em níveis de dois dígitos com a perspectiva de que a inflação vai começar a ceder poderá incrementar o resultado consolidado da carteira.  
De todo modo, os preços das commodities ainda estão em alta e os riscos fiscais aumentam com a proximidade das eleições. Sendo assim, a exposição em prefixados nas Estratégias para todos os perfis de investidores continua limitada.  
O título do Tesouro pré com vencimento em 2025 está com taxa de 12,64% ao ano. Em títulos privados há taxas acima de 14% para um ano ou mais.
Renda Fixa InflaçãoNossa projeção mais recente para a inflação no fim de 2022 é 9,2%. 
As propostas que tramitam no Congresso para reduzir o ICMS de combustíveis e energia podem ajudar a desacelerar as altas de preços administrados. Mas, ainda assim, teremos um IPCA muito acima do teto da meta (3,5% + 1,5% de intervalo de tolerância).
Por isso, a classe indexada à inflação segue como alternativa para o curto e médio prazos. Retornos reais acima dos juros neutros (4% ao ano) são bastante atraentes.
ImobiliárioMantivemos a perspectiva neutra para os fundos imobiliários no curto prazo, pois o ambiente de juros altos ainda reflete em alta volatilidade das cotas, acima da média histórica. 
No entanto, vislumbramos oportunidades para o médio prazo, sobretudo para os fundos de lajes corporativas que estão negociando com descontos de até 30%.
Os fundos de recebíveis, logística e Fiagros, continuam distribuindo excelentes dividendos, superior ao CDI e até mesmo acima do IPCA, isentos de imposto de renda.  
Veja aqui as oportunidades destacadas pela equipe de produtos.
MultimercadoOs juros altos, as adversidades nos ambientes interno e externo e as distorções de preços dos ativos são favoráveis aos fundos multimercado macro
Contudo, os riscos inflacionários e de desaceleração econômica podem ocasionar volatilidade às cotas. A recomendação é optar por fundos de acordo com o perfil do investidor. Veja os fundos de destaque da plataforma.
CâmbioSeguimos neutros com o câmbio no patamar atual, em torno de R$4,80. 
Se o BC encerrar o ciclo de alta de juros em 13,25% e o Fed interromper as altas em setembro (pouco provável), poderemos ver mais entrada de dólares motivada pelo diferencial de taxa de juros.  
Fazendo um exercício para estimar o valor da moeda no final do ano, após as eleições, consideramos que elas ainda estão indefinidas, chegamos a um valor esperado de R$ 4,70. 
Para o câmbio médio, com os cinco meses já transcorridos, o valor ficaria em torno de R$ 4,80, incorporando a hipótese acima. 
Com as eleições se aproximando, podemos ver alguns movimentos técnicos, mas o dólar segue como proteção para os riscos domésticos.
Commodities/
Ouro
Mantemos a perspectiva neutra para o ouro no curto e médio prazos.
Embora o metal precioso seja considerado um hedge contra a inflação, as taxas de juros mais altas para domar as pressões crescentes dos preços diminuem o apetite por barras que não rendem.
Renda VariávelSeguimos com o target de 130 mil pontos para o Ibovespa
Com a privatização da Eletrobras em junho, pode ser um movimento técnico favorável para a B3. De positivo ainda tem a flexibilização das restrições sanitárias na China, o resultado do PIB do primeiro trimestre e eventual sinalização por parte do BC que pode encerrar o ciclo de aperto em junho. 
Por outro lado, o imbróglio na Petrobras, com questionamentos sobre a política de paridade de preços, pode anular a tendência, dado o peso da companhia no índice. 
Aumento da aversão ao risco global é outro fator de contraponto. 
De toda forma, como enfatizou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, o Brasil desfruta de algumas vantagens no contexto de desglobalização. Além de ser player importante nas discussões de segurança energética e alimentar, tema do Fórum Econômico Mundial de Davos. 
As sugestões dos nossos especialistas para investimentos em renda variável estão em Trade Ideas e Carteiras de ações.
Investimento no ExteriorNossa preocupação com o cenário externo aumentou e nos levou a reduzir ainda mais a perspectiva de curto prazo para essa classe. 
Com as eleições de midterm nos EUA se aproximando e a aprovação do governo Biden em queda, há muitos riscos difíceis de serem gerenciados nos investimentos no exterior.  
Os rendimentos dos T-notes norte-americanos continuam com alta volatilidade.
A recuperação de parte das perdas no mercado acionário de Nova York não nos parece sustentável, especialmente num cenário em que o Fed poderá ter que ser ainda mais austero, para conter a alta disseminada de preços.
CriptoativosO movimento do Bitcoin está muito positivamente correlacionado ao das ações americanas este ano, isto é, nos dias em que as ações sobem, a criptomoeda tende a avançar, e vice-versa. Ambas as classes de ativos têm reagido às mudanças na política do Federal Reserve.

Órama DTVM, Renda Fixa Retorno , Diversificação de Renda Fixa



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