Ata do Fed dá direção aos mercados

NESTA MANHÃ

Nesta manhã: Ata do Fed dá direção aos mercados.

  • As bolsas na Ásia fecharam mistas, após o banco central dos EUA confirmar ontem (25) planos de seguir elevando os juros em ritmo acelerado. Assim, o índice acionário japonês Nikkei caiu 0,27% em Tóquio, ao passo que o Hang Seng também recuou 0,27% em Hong Kong.
  • Por outro lado, na China, as bolsas ampliaram os ganhos do pregão anterior, ainda impulsionadas por esperanças de que Pequim tome novas medidas de estímulos para superar a desaceleração causada pela onda de covid-19 mais grave do país. Dessa forma, o Xangai Composto subiu 0,50%.
  • Na Europa, as bolsas operam em alta acompanhando os ganhos de Wall Street da sessão anterior, após a ata do Fed vir em linha com as expectativas. Desse modo, o índice Stoxx Europe 600 avança 0,34%. 
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura sem direção definida.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,72%
  • Os contratos futuros do Brent sobem 0,62% a US$ 111,81 o barril.
  • O ouro recua 0,42%, a US$ 1.846,07 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 29,2 mil
AGENDA DO DIA
  • 08:00 Brasil: CAGED (abr)
  • 09:30 EUA: PIB (1° Tri)
  • 09:30 Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (mar)
  • 11:00 EUA: Vendas Pendentes de Moradia (abr)

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

O pregão foi marcado pela expectativa da ata do Fed. O documento veio em linha com o esperado, no entanto, o mercado reagiu de forma otimista ao viés restritivo da política monetária americana. Desse modo, o Ibovespa fechou no zero a zero, aos 110.579,81 pontos. 

Os juros futuros fecharam estáveis nos vencimentos de curto e médio prazos e em alta nos longos. A atenção do mercado esteve dividida entre o câmbio, onde o dólar esteve em alta na maior parte da sessão, e o noticiário relacionado ao projeto que limita a incidência do ICMS sobre energia e combustíveis, com impacto no trecho longo. Em conjunto com a melhora do apetite ao risco no exterior, os fatores contribuíram para o dólar fechar em leve alta, de 0,19%, a R$ 4,82. 

EXTERIOR

As bolsas em Nova York terminaram o pregão em alta, após investidores digerirem a ata da última reunião do Fed. O documento não surpreendeu o mercado ao reforçar a expectativa por altas de 50 pontos-base do juro em junho e julho. Dessa forma, o Dow Jones fechou em alta de 0,60%, enquanto o S&P avançou 0,95% e o Nasdaq terminou com ganhos de 1,51%.

Os rendimentos dos Treasuries fecharam mistos, subindo no curto prazo e caindo no longo. Assim, o dia fechou com o juro da T-note de 10 anos recuando a 2,74%. Ao passo que o dólar ficou sem sinal único ao longo do dia e o DXY fechou em alta de 0,20%. 

GUERRA NA UCRÂNIA

O governador da província de Lugansk disse que a situação das forças ucranianas em uma das cidades, Severodonetsk, é terrível. Quatro foguetes atingiram os arredores da cidade ucraniana de Zaporizhizhia, que permaneceu relativamente segura desde o início da invasão.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, disse que Moscou está disposta a considerar uma troca de prisioneiros, mas somente depois que os prisioneiros ucranianos forem julgados, condenados e sentenciados. Outra autoridade russa afirmou que Moscou está aberta a afrouxar o bloqueio aos portos ucranianos do Mar Negro se as sanções contra a Rússia forem suspensas.

O presidente Vladimir Putin visitou feridos de guerra e ordenou pagamentos mais altos para aqueles que lutam na Ucrânia e para as famílias de soldados mortos, enquanto o parlamento adotou um projeto de lei que suspende os limites de idade para o alistamento militar, ao mesmo tempo que Moscou busca elevar o moral e reabastecer suas forças.

Os primeiros-ministros da Geórgia e da Moldávia pediram uma aceitação mais rápida da União Europeia, citando a invasão da Ucrânia pela Rússia como uma ameaça à sua estabilidade e à arquitetura de segurança da Europa. Autoridades turcas apresentaram objeções à adesão da Finlândia e da Suécia à Otan nas discussões em Ancara.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 0,4% em abril ante março, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio do país. O resultado ficou aquém da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam crescimento de 0,7%. Excluindo-se o setor de transportes, as encomendas de bens duráveis subiram 0,3% no período. Já sem a categoria de defesa, a alta também foi de 0,3% no mesmo intervalo. O avanço das encomendas de bens duráveis de março ante fevereiro foi revisado de 0,8% a 0,6%, em US$ 264,2 bilhões.

A ata da última reunião do Fed veio sem surpresas. Os dirigentes indicaram que esperam que a economia americana tenha crescimento sólido no segundo trimestre deste ano, apesar da queda vista nos três meses anteriores. A ata não traz qualquer menção à possibilidade de recessão. Além disso, indica que o Banco Central vê a necessidade de continuar com aumentos de 50 pontos-base nas duas próximas reuniões a fim de diminuir as pressões inflacionárias.

POLÍTICA NO BRASIL

A Câmara dos Deputados rejeitou o requerimento do PT para retirar de pauta o Projeto de Lei (PL) que corta o ICMS sobre os combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. O argumento da oposição é que o problema do aumento dos combustíveis ocorre por causa de a política de preços da Petrobras. 

Tarde da noite, a Casa aprovou o projeto que limita o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre energia e combustíveis. Além disso, o Congresso inseriu no texto uma nova tentativa de fixar a tributação sobre o diesel. Os deputados rejeitaram sugestões para modificar a proposta que, agora, segue para o Senado. Os estados, no entanto, reagem ao texto e já falam em barrar a PL na Casa vizinha ou até no STF (Supremo Tribunal Federal). (Folha)

Antes da aprovação, o relator do projeto, deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA), disse que a proposta é um passo para aliviar a inflação, mas que outras medidas ainda precisam ser tomadas. O parlamentar chamou de “inadmissível” o total de dividendos pagos pela Petrobras a seus acionistas, mas indicou que mudanças na estatal não cabem neste projeto. (Valor)

Para mais informações, acompanhe o Panorama Político.

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