Mercados fecham em direção mista após dados de atividade e incertezas acerca do Covid na China

NESTA MANHÃ

Nesta manhã: Mercados fecham em direção mista após dados de atividade nos EUA e Europa, além de incertezas acerca do Covid na China.

  • As bolsas na Ásia fecharam com viés de alta, após sinais de que a China dará mais estímulos para impulsionar a economia em meio à pior onda de Covid-19. Após os tombos do pregão anterior, os mercados chineses se recuperaram. O índice Xangai Composto subiu 1,19% e o Hang Seng teve modesta alta de 0,29%. No entanto, o japonês Nikkei apresentou queda de 0,26% em Tóquio.
  • As bolsas europeias operam em alta modesta, buscando recuperar as perdas da sessão anterior, ao passo que investidores digerem dados positivos da Alemanha e aguardam a ata de política monetária do Fed. Dessa forma, o Stoxx Europe 600 sobe 0,41%. 
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura em direções mistas. 
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,75%
  • Os contratos futuros do Brent sobem 1,11% a US$ 111,92 o barril.
  • O ouro recua 0,76%, a US$ 1.852,35 a onça.
  • O Bitcoin é negociado a US$29,7 mil.
AGENDA DO DIA
  • 09:30 EUA: Pedidos de Bens Duráveis (Abr)
  • 09:30 Brasil: Transações Correntes (Mar)
  • 11:30 EUA: Estoques de Petróleo Bruto
  • 15:00 EUA: Ata FOMC

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

A nova troca de comando na Petrobras, IPCA-15 acima do esperado para maio e fracas leituras sobre a atividade econômica nos EUA e na Europa, assim como os casos de Covid em Pequim, mantiveram o índice em baixa durante quase todo o pregão. No entanto, mesmo com todos esses fatores negativos, o Ibovespa conseguiu fechar em alta de 0,26%, aos 110.580,79.  

Após três pregões consecutivos de queda, em que acumulou baixa de 3,55%, o dólar encerrou a sessão em leve alta, de 0,15%, em R$ 4,8120. O dia foi marcado por muita instabilidade, com a divisa trocando de sinal, em meio à oscilação da moeda americana no exterior e a ajustes de posições no mercado futuro. Ao passo que os juros futuros fecharam em alta, pressionados pelo resultado da prévia da inflação, principalmente nos vértices de médio e longo prazo. 

EXTERIOR

Os índices das bolsas de Nova York fecharam mistos, em uma sessão na qual sinalizações sobre a conjuntura para empresas de tecnologia e da economia americana pesaram sobre as ações. A gigante de redes sociais Snap publicou perspectivas negativas para suas operações, incluindo dificuldades com a inflação e anúncios, o que levou a uma queda de mais de 40% nos papéis da companhia, o que se espalhou pelo setor. Já indicadores sobre indústria, serviço e vendas de moradia nos Estados Unidos apresentaram dificuldades para a economia local, reforçando temores por uma recessão. Dessa forma, no fechamento, o Dow Jones subiu 0,16%, ao passo que o S&P 500 teve baixa de 0,81% e o Nasdaq recuou 2,35%.

O dólar foi pressionado pelo avanço do euro, após dirigentes do BCE reforçarem a percepção de que a entidade deve subir a taxa básica de juros em breve, sem descartar um aumento de meio ponto porcentual em alguns casos. Desse modo, o DXY caiu 0,21%. Além disso, com os dados dos EUA e comentários no Fed, os juros dos Treasuries recuaram, em sessão de aversão ao risco na maioria dos mercados globais. 

GUERRA NA UCRÂNIA

Promotores ucranianos identificaram oito russos que disseram ser responsáveis ​​pelo assassinato do prefeito de uma vila, seu marido e filho. Estima-se que 90% ou mais dos ucranianos correm o risco de serem empurrados para perto ou abaixo da linha da pobreza, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

A União Europeia pode levar mais semanas para decidir se impõe um embargo de petróleo à Rússia, após novos atrasos do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban. Crises em alimentos, combustível e finanças nas economias mais pobres, alimentadas pela guerra, foram o foco da reunião desta semana do Fórum Econômico Mundial em Davos.

INDICADORES ECONÔMICOS NOS EUA

As vendas de moradias novas nos Estados Unidos caíram 16,6% em abril na comparação com março, bem acima da previsão dos analistas (-1,7%). 

O índice de gerentes de compras (PMI) composto dos EUA, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu de 56 em abril para 53,8 em maio. Dessa forma, atingiu o seu menor nível em quatro meses. No entanto, apesar de queda, a leitura ainda acima da marca de 50 mostra que a atividade segue se expandindo, ainda que, em ritmo mais contido.

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,59% em maio, após ter avançado 1,73% em abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da mediana (0,45%) das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta de 0,28% a 0,70%.

A alta foi por causa de aumento em oito dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15. A única deflação foi registrada pelo grupo Habitação (-3,85%). Os avanços de preços ocorreram em Transportes (1,80%), Comunicação (0,50%), Alimentação e bebidas (1,52%), Vestuário (1,86%), Educação (0,06%), Artigos de residência (0,98%), Despesas pessoais (0,74%) e Saúde e cuidados pessoais (2,19%).

POLÍTICA NO BRASIL

Está previsto para votação hoje (25) o projeto de lei para cortar o ICMS dos combustíveis e energia elétrica. No entanto, parlamentares ainda negociam com o governo alterações à proposta e não havia um texto fechado até a noite de terça (24). Entre as mudanças estão provavelmente a exclusão de transporte coletivo e telecomunicações, além de uma trava para evitar maiores perdas aos Estados. (Valor)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (24) a medida provisória (MP) que fixou o salário mínimo em R$ 1.212 este ano. Isso representa um aumento real de 0,02% frente a uma inflação de 10,16%. A proposta segue para análise do Senado, que precisa aprová-la até 1º de junho para que o projeto não perca a validade. A aprovação da MP faria o piso voltar ao patamar de 2021. (Valor)

Eleições

A executiva nacional do MDB oficializou a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República, para concorrer em nome de um grupo de partidos da chamada terceira via. O nome de Simone Tebet também foi aprovado pelo Cidadania, mas ainda falta o aval do outro partido remanescente na aliança da chamada terceira via, o PSDB. A nova chancela da direção, agora no âmbito do bloco político, é o primeiro passo para lançá-la na disputa, mas a candidatura só será oficializada na convenção que será realizada entre julho e agosto. (Folha)

De acordo com a Pesquisa PoderData realizada de 22 a 24, o cenário sucessório indica estabilidade. Na média geral, Lula tem 43%, contra 35% do atual presidente nas intenções de voto no primeiro turno das eleições de 2022. A diferença entre os 2 é de 8 pontos percentuais. Jair Bolsonaro (PL) lidera e tem 46% das intenções de voto entre eleitores evangélicos para o 1º turno. Nesse segmento, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou 33%. A distância entre os dois pré-candidatos nesse grupo específico é de 13 pontos percentuais. 


Para mais informações, acompanhe o Panorama Político.

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