Mercados operam em baixa com novas restrições de Covid-19 na China

NESTA MANHÃ

Nesta manhã: Mercados operam em baixa com novas restrições de Covid-19 na China

  • As bolsas na Ásia fecharam em baixa, ao passo que restrições mais duras contra a covid-19 em Pequim, a capital chinesa, realimentaram preocupações com a desaceleração da economia. A vice-premiê chinesa, Sun Chunlan, pediu iniciativas mais abrangentes para conter a transmissão da Covid-19 em Pequim, que teve um novo aumento de casos.
  • Assim, na China, o índice Xangai Composto caiu 2,41%. Ao mesmo tempo que, em outras partes da Ásia, o Nikkei recuou 0,94%, enquanto o Hang Seng desvalorizou 1,75%.
  • Na Europa, as bolsas operam em baixa, revertendo o movimento do último pregão, em meio a novas preocupações com o desempenho da economia global após PMI fraco e preocupação com a Covid-19 na China. Dessa forma, o índice Stoxx Europe recua 0,63%. 
  • O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu de 55,8 em abril para 54,9 em maio, de acordo com a prévia divulgada pela S&P Global. A prévia de maio, no entanto, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo WSJ, que previam declínio do PMI a 55. Ao mesmo tempo, o PMI composto do Reino Unido caiu de 58,2 em abril para 51,8 em maio, atingindo o menor nível em 15 meses.
  • Apesar de queda, a leitura acima da marca de 50 em ambos os casos mostra que a atividade do bloco segue se expandindo neste mês, ainda que em ritmo mais contido. 
  • Os futuros dos índices de ações de Wall Street indicam abertura no vermelho. 
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,82%. 
  • Os contratos futuros do Brent sobem 0,25%% a US$ 111,06 o barril.
  • O ouro está de lado a US$ 1.856,71 a onça.
  • O Bitcoin negocia a US$ 29,2 mil.

AGENDA DO DIA 
  • 09:00 Brasil: IPCA-15 (Mai)
  • 10:45 EUA: PMI (Mai)
  • 10:45 EUA: Vendas de Novas Casas (Abr)
  • 13:20 Discurso Jerome Powell, presidente do Fed
  • 15:00 Discurso Christine Lagarde, presidente do BCE

RESUMO DO FECHAMENTO ANTERIOR
BRASIL

Surfando a relativa melhora do humor externo, o Ibovespa obteve nesta abertura de semana o terceiro ganho diário consecutivo. Desse modo, o índice subiu 1,71%, aos 110.345,82 pontos. Inseridos no contexto global de maior apetite ao risco, os juros futuros fecharam o dia em queda, com exceção das taxas curtas, que terminaram muito próximas da estabilidade. A espera pela decisão da MP do ICMS, expectativa pelos resultados do IPCA-15 e a queda do dólar influenciaram na movimentação das taxas. 

Ao passo que o dólar encerrou a sessão em queda de 1,42%, cotado a R$ 4,8050, menor valor desde 22 de abril. O pregão foi marcado por apetite ao risco e enfraquecimento da moeda americana no exterior, sobretudo em relação ao euro. Houve fluxo de recursos entrando para a bolsa brasileira, principalmente para ações ligadas a commodities, fechamento de câmbio por exportadores e redução de posições cambiais defensivas no mercado futuro. 

EXTERIOR

As bolsas de Nova York fecharam em alta, após consecutivas perdas recentes que chegaram a levar o S&P 500 para bear market na sessão passada. O forte avanço dos bancos contribuiu para os ganhos, com notícia positiva do JPMorgan, que anunciou que ainda espera atingir a meta de 17% neste ano para seus retornos sobre ações ordinárias. Dessa forma, no fechamento, o Dow Jones subiu 1,98%, ao passo que o S&P 500 teve alta de 1,86% e o Nasdaq avançou 1,59%. Os operadores seguem monitorando as sinalizações do Fed e os temores sobre crescimento econômico nos EUA. 

Por causa de incertezas acerca da política monetária, os juros ainda encontram espaço para subir. Assim, no fim do pregão, o rendimento da T-note de 10 anos avançava a 2,866%. O DXY estendeu a queda acumulada da última semana. O índice foi pressionado pela força do euro, seu principal componente, por causa de comentários que reforçaram a perspectiva de aperto monetário na zona do euro vindos da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. Assim, o índice fechou em baixa de 1,04%. 

GUERRA NA UCRÂNIA

Um soldado russo foi condenado por assassinato premeditado e sentenciado à prisão perpétua no primeiro julgamento por crimes de guerra desde o início da invasão. 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que 87 pessoas foram mortas em um ataque aéreo russo na vila de Desna na última semana, enquanto tentava sublinhar a extensão das perdas do país em um discurso ao Fórum Econômico Mundial em Davos. 

A guerra na Ucrânia elevou o número de pessoas forçadas a deixar suas casas em todo o mundo acima de 100 milhões pela primeira vez, de acordo com a ONU, que afirmou que tal recorde “nunca deveria ter sido estabelecido”. Oficiais militares e diplomáticos americanos estão avaliando planos para enviar tropas de forças especiais a Kiev para proteger a recém-reaberta Embaixada dos EUA no país. 

O Starbucks anunciou que está fechando seus negócios na Rússia após 15 anos no país, ao mesmo tempo que o Marriott disse que discute a viabilidade das operações lá. 

O diplomata russo Boris Bondarev, conselheiro da missão permanente da Federação Russa nas Nações Unidas em Genebra, renunciou por causa da guerra da Rússia na Ucrânia, dizendo que está “envergonhado de seu país”, em uma rara expressão pública de dissidência por um funcionário russo. (WSJ

INDICADORES ECONÔMICOS NO BRASIL

Devido à greve dos servidores do Banco Central, não divulgaram novamente o IBC-BR e o Boletim Focus essa semana. Dessa forma, ainda não há data definida para a retomada da publicação dos relatórios e indicadores. 

A Camex (Câmara de Comércio Exterior) aprovou nesta segunda-feira (23) uma nova redução de 10% nas alíquotas do Imposto de Importação sobre a maior parte dos produtos comprados no exterior, de acordo com o Ministério da Economia, em iniciativa que não contou com aval do Mercosul e busca combater a inflação e ampliar a abertura comercial do país. A decisão foi tomada em reunião extraordinária da Camex e alcança cerca de 87% do universo tarifário do país, com 6.195 códigos de produtos. A medida, que é temporária e valerá de 1º de junho deste ano a 31 de dezembro de 2023, representa um corte adicional do imposto. (Folha)

POLÍTICA NO BRASIL

Após o ex-governador João Doria (PSDB-SP) desistir de disputar a Presidência da República, o PSDB inaugurou um novo capítulo de embates no partido sobre quem deve ser o candidato dos tucanos ao Palácio do Planalto. A divergência se dá entre o apoio à candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) e a tese de que outro nome do próprio PSDB deve ser lançado para se contrapor à polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro da executiva tucana foi remarcado para o dia 2 de junho, quando as discussões dentro do PSDB devem ser retomadas. (Folha)

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta segunda-feira (23) o terceiro presidente da Petrobras em seu governo, José Mauro Coelho, com exatos 40 dias no cargo. Desse modo, o escolhido para substituir Coelho é Caio Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização do Ministério da Economia e ligado ao ministro Paulo Guedes. A demissão é a primeira de uma série de mudanças que o governo fará. O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, promoverá alterações no conselho de administração da Petrobras. O conselho é constituído pelo ex-ministro Bento Albuquerque, almirante de esquadra demitido por Bolsonaro logo após o reajuste do diesel. A saída de Coelho abre caminho também para trocas na diretoria da empresa. A Petrobras estava perto de anunciar novo reajuste para a gasolina e Bolsonaro queria evitar novos aumentos neste momento de alta volatilidade do preço internacional. (Estadão)

Para mais informações, confira o Panorama Político.

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