Cenário no exterior se deteriorou com a inflação alta e apertos monetários. Por aqui, renda fixa continua atraente

PERSPECTIVAS PARAS AS CLASSES DE ATIVOS

Perspectivas, Retorno: Renda Fixa, Renda Variável, Imobiliário, Multimercado, Câmbio, Commodities.
CLASSE DE
ATIVO
CURTO
PRAZO
MÉDIO
PRAZO
COMENTÁRIOS
Renda Fixa PósTrabalhamos com a Selic de 13,25% para o fim de 2022. No nosso cenário, a elevação residual de 0,5 ponto percentual deverá encerrar o fim do ciclo de alta em junho, pois a taxa já se encontra em patamar contracionista, ou seja, que diminui o consumo dentro da economia e desaquece a atividade.

Os efeitos defasados da política monetária deverão aparecer no segundo semestre deste ano, impactando a economia e abrindo caminho para recuo da inflação. 

O diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, afirmou preferir um cenário de taxa de juros estacionado em um patamar alto por mais tempo para atingir a meta de inflação. Ele ressaltou, contudo, que a decisão precisa ser razoável e considerar outros fatores, como por exemplo,  a atividade econômica. 

Segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa do Monitor do PIB da FGV, o desempenho do PIB ainda tem sido impulsionado pela normalização do nível de atividade pré-pandemia, mas este efeito está se esgotando.

Os títulos Tesouro Selic (LFT) e os ativos privados, podendo ser papéis ou fundos, seguem atraentes no contexto de juros altos por mais tempo e incertezas econômicas.
Renda Fixa – PréAs opções disponíveis em prefixados oferecem uma relação risco x muito atraente. São oportunidades para travar os juros nominais em patamares elevados, dados os  sinais que apontam para o fim do ciclo de alta da Selic. No entanto, limitamos a exposição nas carteiras para evitar que surpresas negativas afetem o resultado consolidado.

Entendemos que os riscos da polarização nas eleições e o baixo compromisso com o fiscal pelos candidatos já estão precificados, mas não uma crise institucional severa, que não há instrumentos para mensurar. Isso poderia pressionar mais os juros futuros e aumentar a volatilidade das estratégias.  

O título do Tesouro pré com vencimento em 2025 está com taxa de 12,17% ao ano. Em títulos privados há taxas acima de 14% por dois anos ou mais.
Renda Fixa InflaçãoAtualizamos a nossa projeção para a taxa em 2022 para 8,9%., embora a hipótese do Congresso aprovar um teto ao ICMS sobre combustíveis possa reduzir mais fortemente esse número.

O IPCA de abril surpreendeu com a alta de 1,06%. No acumulado em 12 meses atingiu 12,13%,  maior taxa desde outubro de 2003 (13,98%). Entendemos que a partir de maio o índice comece a desacelerar. No entanto, a inércia, as cadeias produtivas desorganizadas e efeitos da guerra da Ucrânia podem continuar pressionando os preços, sobretudo de alimentos e combustíveis.

Seguimos com a classe indexada à inflação como opção para o curto e médio prazos. Retornos reais acima dos juros neutros (4% ao ano) são bastante atraentes.
ImobiliárioSeguimos com perspectiva neutra para os fundos imobiliários no curto prazo, pois as cotas destes estão oscilando acima da média histórica. A volatilidade o IFIX está rodando perto de 10%, enquanto a média dos 10 anos antes da pandemia era de 5%.

Os fundos de recebíveis, logística e Fiagros, continuam distribuindo excelentes dividendos, superior ao CDI e até mesmo acima do IPCA, isentos de imposto de renda. 

Já os fundos de lajes corporativas estão negociando com descontos de até 30%, apresentando potencial de valorização para horizontes de investimentos mais longos. As oportunidades destacadas pela equipe de produtos estão aqui.

Em tempo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou a ata da reunião do Colegiado de 17/5/2022, na qual deliberou pelo provimento de pedido de reconsideração envolvendo questões relacionadas à distribuição de rendimentos de fundo de investimento imobiliário (FII). A decisão não alterou as práticas de distribuição de rendimentos que eram observadas pela indústria anteriormente e sinaliza aprimoramentos futuros nas informações dos fundos imobiliários prestadas aos investidores.
Multimercado
/Alternativos
Os juros altos, as adversidades nos ambientes interno e externo e as distorções de preços dos ativos são favoráveis aos fundos multimercado macro. Considerando os riscos latentes, é importante escolher os fundos de acordo com o perfil do investidor. Veja os fundos de destaque da plataforma.

A recente queda do TerraUSD e sua stablecoin irmã Luna varreu bilhões de dólares de investidores e reverberou em outras criptomoedas. O Bitcoin desabou, chegando a negociar no patamar de US$ 25.500. O tombo levantou questões urgentes sobre a regulamentação de ativos digitais e minou as alegações dos desenvolvedores de criptomoedas de que poderiam criar uma nova forma de financiamento não prejudicada pelas corridas bancárias desestabilizadoras que ocasionalmente acontecem nas finanças tradicionais.

Jon Cunliffe, dirigente do banco central do Reino Unido, em um evento organizado pelo Wall Street Journal, intensificou seu pedido para que as autoridades regulem os criptoativos para garantir que o mercado seja estável e transparente. O BOE está na vanguarda dos pedidos de uma estrutura global para supervisionar as moedas digitais, observando que o mercado de US$ 1,7 trilhão agora é maior do que o mercado de hipotecas subprime quando agitou os mercados globais em 2008.
CâmbioSeguimos neutros com o câmbio no patamar atual, em torno de R$ 5,00. Consideramos que o fortalecimento da moeda americana é um fator a se considerar no curto prazo.

Fazendo um exercício para estimar o valor da moeda no final do ano, após as eleições, consideramos que elas ainda estão indefinidas, ou seja, 50% de chance de Lula ou Bolsonaro sair vencedor e chegamos a um valor esperado de R$ 4,70. 

Para o câmbio médio, com os quatro meses já transcorridos, o valor ficaria em torno de R$ 4,80, incorporando a hipótese acima. 
Com as eleições se aproximando, podemos ver alguns movimentos técnicos, mas o dólar segue como proteção para os riscos domésticos.
Commodities/
Ouro
Mantemos a perspectiva neutra para o metal precioso no curto e médio prazos.

O ouro perdeu o nível de US$ 2.000 a onça desde meados de abril, com o Federal Reserve e outros bancos centrais apertando a política para combater o aumento dos preços ao consumidor. 

O aperto monetário elevou os rendimentos dos títulos do governo dos EUA acima de 3% e alimentou cinco semanas de ganhos para o dólar, tornando o ouro, que não gera rendimentos, menos atraentes.
Renda Variável Seguimos com o target de 130 mil pontos para o Ibovespa. No patamar atual de 108 mil pontos, vislumbramos oportunidades de compra. Porém, em função da maior aversão ao risco no cenário externo, o avanço esperado pode ser adiado.

Ocorreu, recentemente, um movimento de retirada de estrangeiros no mercado secundário desde o início de abril, que levou a uma piora do desempenho do Ibovespa, principal índice da Bolsa. Em maio, por exemplo, esse investidor já retirou R$ 12,60 bilhões. Todavia, o Brasil continua como um destino atraente para essa categoria de investidores, dado o diferencial de juros e comércio de commodities. 

As sugestões para investimentos em ações estão na Área do Trader na plataforma.
Investimento no ExteriorMantemos a posição de cautela em relação a essa classe de ativos. A dificuldade de um pouso suave da economia americana já foi reconhecida pelo presidente do Fed, Jerome Powell.  Ou seja, a alta de juros para combater a inflação  pode levar à recessão. 
 
A ONU revisou o crescimento global de 4% para 3,1% para o final de 2022. Eles argumentam que a deterioração do crescimento é de escala global. A soma das pressões inflacionárias com os apertos monetários resultaram na previsão do PIB dos EUA ficarem em 2,6% em 2022, ante a 5,7% em 2021. Na China, a maior preocupação são as estritas políticas de Covid-zero, que reduziu em 0,7% a previsão de atividade, para 4,5% em 2022. 

A Guerra da Ucrânia, além de afetar os países diretamente envolvidos no conflito, disseminou as consequências para Europa, que teve sua previsão para 2022 revisada para 2,7%, 1,2% abaixo do número anterior. Por fim, para os países em desenvolvimento, é projetado um crescimento de 4,1% no ano.

Os rendimentos dos T-notes norte-americanos de dez anos vieram abaixo a 2,78% (20) na última semana, reflexo das compras que valorizaram os preços dos títulos em momentos de busca por segurança. 

No mercado de ações, apesar dos bons números de vendas no varejo, as grandes empresas de consumo nos EUA reportaram impactos nas margens e nas vendas nos resultados do terceiro trimestre, derivados da inflação alta. A queda do S&P 500 já atingiu 20%.

Órama DTVM, Renda Fixa Retorno , Diversificação de Renda Fixa



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