Renda fixa prefixada é oportunidade para travar retornos nominais com taxas elevadas

PERSPECTIVAS PARAS AS CLASSES DE ATIVOS

Perspectivas, Retorno: Renda Fixa, Renda Variável, Imobiliário, Multimercado, Câmbio, Commodities.
CLASSE DE
ATIVO
CURTO
PRAZO
MÉDIO
PRAZO
COMENTÁRIOS
Renda Fixa PósO Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a elevação da Selic de 11,75% para 12,75%, conforme esperado. No comunicado, entretanto, a autoridade monetária deixou a porta aberta para mais alta. O Comitê expressou que a incerteza em torno das suas premissas e projeções atualmente é maior do que o usual.

Por isso, alteramos o nosso número de Selic para o fim de 2022 para 13,25%, ou seja, uma alta adicional de 50 bps. Conjecturamos que a alta residual levará ao fim do ciclo em junho, que já está em território contracionista.

As opções nessa classe são o título Tesouro Selic (LFT), que acompanha a variação da Selic, e os ativos privados, podendo ser papéis ou fundos, com remuneração superior, devido ao prêmio pelo risco de crédito. Retornos acima de  100% do CDI ou CDI+ estão muito atraentes no contexto de inflação alta e maior aversão ao risco.
Renda Fixa – PréA cada dia que passa, ficamos mais próximos do fim do ciclo de alta da Selic. Os juros futuros avançaram ao longo de toda a curva, assim, as opções disponíveis em prefixados oferecem uma relação risco x retorno muito atraente. São oportunidades para travar os juros nominais em patamares elevados.

O título do Tesouro pré com vencimento em 2025 está com taxa de 12,73% ao ano. Em títulos privados há taxas acima de 14% por dois anos ou mais.
Renda Fixa InflaçãoA pressão da inflação inercial é um obstáculo para a ancoragem das expectativas de curto prazo. O IPCA vai superar novamente o teto da meta (5%), é fato. A nossa projeção para a taxa em 2022 é 7,8%. Portanto, o BC passou a mirar 2023 para a inflação convergir para a meta.

Na semana anterior, foi divulgado o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) com alta de 0,41% em abril, após uma elevação de 2,37% em março, de acordo com a FGV. O indicador registrou elevação de 6,44% no ano. 

Seguimos com a classe indexada à inflação como opção para o curto e médio prazos. Retornos reais acima dos juros neutros (4% ao ano) são bastante atraentes.
ImobiliárioSeguimos com perspectiva neutra para os fundos imobiliários no curto prazo, mas de olho nas oportunidades. Os fundos dos segmentos de recebíveis, logística e Fiagros, continuam distribuindo excelentes dividendos, superior ao CDI e até mesmo acima do IPCA, isentos de imposto de renda. 

Os fundos de lajes corporativas estão negociando com descontos significativos, apresentando potencial de valorização para horizontes de investimentos mais longos. As opções selecionadas pela equipe de produtos estão aqui.
Multimercado
/Alternativos
Os juros altos, as adversidades nos ambientes interno e externo e as distorções de preços dos ativos são favoráveis aos fundos multimercado macro, porém, devemos ter períodos de alta volatilidade. Por isso, a escolha deve estar em conformidade com o perfil do investidor. Veja os fundos de destaque da plataforma.

O Bitcoin desabou e está sendo negociado perto de US$ 30.000. O aperto da política monetária para combater a inflação descontrolada e a diminuição da liquidez estão afastando os investidores dos ativos especulativos nos mercados globais. A correlação de 40 dias do Bitcoin com o benchmark de ações S&P 500 está em um recorde de 0,82, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Qualquer impacto adicional no sentimento das ações arriscaria arrastar o Bitcoin para baixo também.
CâmbioSeguimos neutros com o câmbio no patamar atual, em torno de R$ 5,00. Consideramos que o fortalecimento da moeda americana é um fator a se considerar no curto prazo.

Fazendo um exercício para estimar o valor da moeda no final do ano, após as eleições, consideramos que elas ainda estão indefinidas, ou seja, 50% de chance de Lula ou Bolsonaro sair vencedor e chegamos a um valor esperado de R$ 4,70. 
Para o câmbio médio, com os quatro meses já transcorridos, o valor ficaria em torno de R$ 4,80, incorporando a hipótese acima. 

Com as eleições se aproximando, podemos ver alguns movimentos técnicos, mas o dólar segue como proteção para os riscos domésticos.
Commodities/
Ouro
Mantemos a perspectiva neutra para o metal precioso no curto e médio prazos.

O ouro perdeu o nível de US$ 2.000 a onça desde meados de abril, com o Federal Reserve e outros bancos centrais apertando a política para combater o aumento dos preços ao consumidor. 

O aperto monetário elevou os rendimentos dos títulos do governo dos EUA acima de 3% e alimentou cinco semanas de ganhos para o dólar, tornando o ouro que não gera rendimentos menos atraente.
Renda Variável Seguimos com o target de 130 mil pontos para o Ibovespa.

O fluxo de estrangeiros rateou nas últimas semanas, mas o Brasil continua como um destino atraente para essa modalidade de investidores, dado o diferencial de juros e comércio de commodities. 

No patamar atual de 103 mil pontos, vislumbramos oportunidades de compra. Porém, em função da maior aversão ao risco no cenário externo, o avanço esperado pode ser adiado.

As sugestões para investimentos em ações estão na Área do Trader na plataforma.
Investimento no ExteriorMantemos a posição de cautela em relação a essa classe de ativos.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central americano aumentou os juros em 50 bps, elevando a taxa dos Fed Funds para a faixa entre 0,75% e 1,00% ao ano e anunciando o início de seu aperto quantitativo (QT) nas compras de bônus a partir de junho. Alguns dirigentes do Fed não descartam uma alta de 75 bps na próxima reunião, apesar de
o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, ter afirmado que o Fed não está considerando um aumento maior mais adiante. 

O mercado de trabalho nos EUA segue robusto. Na semana passada, o  país divulgou que adicionou 428.000 empregos em abril, marcando o 12º mês consecutivo de vagas acima de 400.000. A taxa de desemprego permaneceu em 3,6%, apenas um pouco acima do nível pré-pandêmico de 3,5%.

Para Powell, a política de taxas de juros do Fed levaria as empresas a reduzir o número de vagas de emprego, aumentar a participação da força de trabalho, o ritmo dos aumentos salariais seria contido e evitaria uma espiral de preços e salários. Dessa forma, ele seria capaz de promover uma “aterrissagem suave” para a economia. Entretanto, o Fed enfrenta um caminho extraordinariamente difícil para aumentar as taxas de juros sem aumentar o desemprego e levar a economia à recessão.

Os rendimentos dos T-notes norte-americanos de dez anos chegaram a 3,18%, resultado das vendas que desvalorizaram os preços dos títulos.

No mercado de ações, apesar das fortes quedas, ainda há muitos vetores negativos e forte volatilidade presente, que desencorajam a entrada no momento.

Órama DTVM, Renda Fixa Retorno , Diversificação de Renda Fixa



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