Mercados operam sem direção definida

Mercados operam sem direção definida com os investidores enfrentando o dilema entre a inflação persistentemente alta, que corrói os valores dos ativos, e o aperto do banco central que ameaça desacelerar o crescimento econômico, ou até mesmo empurrar alguns países para a recessão.

Nesta manhã

As bolsas da Ásia fecharam mistas, após outro tombo em Wall Street em meio a preocupações com os aumentos de juros nos EUA, que podem levar à estagnação da maior economia do mundo. Na volta de um feriado, o Hang Seng liderou as perdas, com queda de 1,84% em Hong Kong. Já o Nikkei caiu 0,58% em Tóquio. Na China, o Xangai Composto subiu 1,06%, impulsionado por papéis do setor bancário.

Seguem no radar, contudo, os efeitos negativos da política de “tolerância zero” de Pequim contra a covid-19 na economia chinesa. O minério de ferro estendeu as perdas, dado que os bloqueios chineses podem reduzir a demanda.

As bolsas europeias operam em alta, à medida que investidores buscam ações duramente castigadas no pregão anterior. O índice Stoxx Europe 600 avança mais de 1%, após sofrer uma queda de quase 3% ontem. As autoridades do Banco Central Europeu (BCE), têm se mostrado cada vez mais abertas para a possibilidade de normalizar a política monetária em ritmo mais veloz, visto que a inflação na zona do euro segue em patamar recorde.

Dos indicadores europeus do dia, destaque para o Índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha, que teve uma inesperada alta em maio a -34,3 pontos, mas continua num nível historicamente baixo. 

Os futuros dos índices de ações de Wall Street apontam para uma abertura com ganhos. 

Com os investidores em busca de portos seguros, a taxa do T-Notes de 10 anos cede a 3,01%. 

Os contratos futuros do Brent caem 1,68% a US$ 102,84 o barril.

O ouro sobe levemente a US$ 1.857,92 a onça.

O Bitcoin é negociado a US$ 31,5 mil.

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