Juros na Austrália sobem pela primeira vez em mais de 10 anos

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Os investidores também digerem os últimos dados econômicos da zona do euro e aguardam a decisão de política monetária do Fed a ser anunciada nesta quarta (04)

  • O Banco Central da Austrália (RBA) subiu o juro básico em 25 pontos-base, a 0,35%, numa tentativa de conter a inflação doméstica, que está no maior nível em duas décadas. O aumento da taxa, o primeiro desde novembro de 2010, superou a expectativa de muitos analistas e impulsionou o dólar australiano.
  • Em dia de feriados na China e no Japão, as bolsas asiáticas fecharam mistas. O Hang Seng teve alta marginal de 0,06% em Hong Kong, enquanto em Seul, o sul-coreano Kospi recuou 0,26%. 
  • As bolsas europeias operam majoritariamente em campo positivo impulsionadas por balanços corporativos e ações do setor bancário e após o crash relâmpago de segunda-feira (2), que derrubou as ações em todo o continente com o tombo de 8% nas ações suecas. O índice Stoxx Europe 600 registra 0,11% de alta. A perspectiva de juros altos não apenas beneficia o setor bancário, como vem impulsionando os juros dos principais títulos de governo do mundo. O rendimento do Bund alemão de 10 anos chegou a ultrapassar 1% e o do Gilt britânico equivalente superou 2%, um dia após o juro da T-note de 10 anos atingir a marca de 3% pela primeira vez desde o fim de 2018. Os resultados trimestrais da BP e do BNP Paribas agradaram. Em Londres, a ação da petrolífera britânica subia mais de 2% e, em Paris, o papel do maior banco francês saltava quase 4%. Os investidores também digerem os últimos dados econômicos da zona do euro. A taxa anual de inflação ao produtor (PPI) do bloco atingiu 36,8% em março, superando as expectativas, enquanto sua taxa de desemprego caiu para 6,8% no mesmo mês.
  • Os futuros dos índices de Wall Street não apontam para uma direção única. Os investidores aguardam a decisão de política monetária do Fed a ser anunciada nesta quarta (04). A previsão é que o Fed seja mais agressivo e eleve juros em 50 pontos-base, também para combater pressões inflacionárias, mais recentemente alimentadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
  • O rendimento do T-Notes de 10 anos está em 2,97%.
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