Oceanpact – Terminada essa primeira pernada de crescimento, foco nos custos.

Oceanpact

ÓLEO E GÁS

Terminada essa primeira pernada de crescimento, foco nos custos

Aumento de capacidade em linha com o guidance.

A Oceanpact colocou mais três embarcações em operação nesse trimestre, terminando com uma frota média de 20,9. Primeiramente, com uma ocupação na casa dos 83% e uma diária média recorde de R$ 114 mil reais, a cia. terminou o trimestre com uma receita de R$ 182 milhões – mais do dobro do ano anterior. Ao passo que, no segmento de serviços, a receita cresceu 67%, terminando o trimestre na casa dos 117 milhões de reais. O crescimento foi bastante robusto e assim a cia. fechou o ano acima do que havia sido estipulado no momento do IPO.

Margens ainda bastante deprimidas.

Depois deste ciclo de crescimento, a empresa deve em seguida voltar as suas atenções a ganhos de escala e controle de custos. O reajuste salarial dos funcionários do Sindmar teve um impacto bem pesado, de R$ 30 milhões, nos números da Oceanpact para esse ano, e esse patamar salarial deverá se manter. Além disso, a depreciação dobrou na comparação anual, e os demais custos e despesas subiram na ordem de 45%. O EBITDA triplicou, fechando o trimestre nos R$ 62 milhões (74 milhões ajustado para não recorrentes).

Alta no petróleo reforça case.

Já tivemos um anúncio da Petrobrás de perspectiva de altos investimentos nos próximos anos, e com isso esse cenário fica cada vez mais consolidado conforme vemos o preço do barril disparar. A tal da transição energética será um processo longo, e os agentes econômicos têm se dado conta disso finalmente agora. Nesse meio tempo, o mercado de PSVs, que esteve bem frouxo na última década, já começa a dar sinais de reequilíbrio, e os novos planos de investimento contribuem cada vez mais para este cenário benéfico para a Oceanpact.

Mercado internacional de embarcações está ficando cada vez mais apertado.

Petróleo é tradicionalmente uma indústria bastante rentável, especialmente entre os anos de 2005 e 2016. Com isso, a demanda por barcos de apoio nunca faltou. Estaleiros asiáticos tem uma tradição de entrega bem feita, barata e pontual. Além disso, com o aço relativamente barato que nós tínhamos no mundo na época, a oferta de barcos de apoio cresceu substancialmente. Esse quadro mudou a partir de 2016. Em contrapartida, tivemos uma queda substancial no preço do petróleo, puxada, entre outros fatores, pela produção do shale oil americano, e com isso a demanda por estas embarcações arrefeceu. Dessa forma, com o passar dos anos, a sobreoferta de embarcações foi gradualmente resolvida.

Nesse sentido, hoje nós temos uma oferta de embarcações novas muito mais apertada e cara, especialmente com o aumento no preço do aço recente. Isso é muito bom para a Oceanpact. O mercado secundário, que tradicionalmente tem preços melhores, finalmente agora já começa a mostrar sinais de escassez. Por exemplo, embarcações do tipo RSV e ROV já estão em falta, devido a uma demanda crescente por parte de empresas de energia eólica offshore. Já o de PSVs e AHTSs ainda tem alguma oferta no mercado internacional, mas a tendência é também de fechamento do gap.

Com demanda alta e oferta limitada, um aumento nos preços é inevitável.

Essa é a nossa perspectiva para a Oceanpact. As aquisições de embarcações foram feitas num ritmo acelerado, em especial nos últimos doze meses. Dessa forma, a empresa se aproveitou de uma situação favorável no mercado para adquirir ativos a excelentes preço. Hoje, com o aumento no custo de reposição, (de compra de uma embarcação nova) e a situação cada vez mais apertada no mercado secundário, a perspectiva é de aumento na demanda interna sem uma contrapartida na oferta.

A Petrobras já está passando, neste momento, por relicitações – situações em que a licitação não tem ofertantes interessados no preço ofertado, e a empresa precisa fazer uma nova licitação, oferecendo um preço maior para conseguir o navio. Acreditamos que esta situação ocorrerá reiteradas vezes ao longo dos próximos anos, beneficiando as empresas do segmento. A Oceanpact está hoje avaliada a R$ 550 milhões, com uma dívida bem menor do que as competidoras, com uma dívida também de 700 milhões, e uma frota com custo de reposição bem acima do que é marcado hoje. O preço está bom e a perspectiva é favorável.

Fonte: RI da Empresa

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