CVC – Primeiro trimestre positivo em 2 anos.

CVC

TURISMO

Primeiro trimestre positivo em 2 anos

8,9 milhões de EBITDA no quarto trimestre de 2021

A cia. auferiu R$ 2,2 bi de reservas confirmadas aqui no Brasil, número ainda muito inferior ao pré pandemia. Em contrapartida, nas reservas consumidas, a cia. atingiu o patamar de R$ 3,4bi – um grande avanço, mas ainda 20% abaixo do 4T19. Ademais, o take rate ficou na casa dos 9%, número que deixou a CVC com praticamente o dobro da receita do 4T20 – R$ 314 mm vs. R$ 163 mm. Na comparação anual, a receita foi 60% maior. Em conclusão, mesmo ainda longe da plena atividade, a cia. teve um bom desempenho financeiro, auferindo geração de caixa positiva na casa dos 9 milhões de Reais, mais uma conquista na virada de chave para sair definitivamente do vermelho.

Mesmo muito aquém do normal, volume atual já equilibra aas contas.

Na alta temporada, entre novembro e dezembro, as reservas confirmadas para produtos no Brasil foram 66% na comparação com 2019. Todavia, o mesmo indicador para produtos internacionais foi de 47% – bem melhor que os 33% verificados no trimestre anterior. Estamos desconsiderando outubro nessa análise devido ao ataque hacker. Evidentemente, tivemos uma alta nas despesas, decorrente da normalização dos salários e do aumento no volume vendido. Dessa forma, o fato da companhia ter atingido o breakeven do EBITDA nesse patamar de volume sinaliza o amplo espaço que existe para melhora de lucratividade.

Investimentos – o maior número da história.

Foram investidos 133 milhões de Reais ao longo de 2021. Os investimentos foram feitos não só no ambiente digital como também no offline. Além disso, a cia. trabalhou para melhorar os apps CVC e Submarino, integrar os canais, automatizar processos e melhorar o CRM. Foi concebido um novo modelo de loja física, bem como o programa de fidelidade, que deverá ser lançado agora no segundo trimestre de 2022. A CVC deve investir ainda mais em 2022, com foco em melhoria dos processos, UX e no desenvolvimento do programa de fidelidade – grande expertise do CEO Leonel Andrade, que veio da Smiles.

Oceano azul na concorrência.

Alguns setores atravessaram relativamente bem à crise econômica da pandemia e o turismo não foi um deles. Se até gigantes como a Latam não conseguiram honrar os seus compromissos, o mar de operadores de turismo que existe neste país se deteriorou ainda mais. As receitas de todo o ecossistema chegaram a cair para 10% dos níveis pré pandemia. Nas viagens de turismo nacional a retomada já está razoavelmente avançada. Viagens a negócios, entretanto, são movidas por grandes eventos corporativos, que por sua vez terão uma retomada mais lenta. A CVC tem hoje 1200 lojas, com cerca de metade próprias e metade franqueadas. O segundo colocado neste nicho tem somente 60 lojas. A empresa está muito bem posicionada para surfar a volta da normalidade, que tem tudo para ser bem robusta, visto uma demanda reprimida grande do período da pandemia.

Valuation atrativo em uma empresa que tradicionalmente opera a prêmio.

Avaliando contra a geração de caixa do período pré pandemia, a empresa opera hoje num múltiplo de 9x EBITDA, com um endividamento moderado de R$ 323 milhões. Na nossa visão aqui na Órama, a oportunidade de compra se dá por duas componentes. Primeiro temos o retorno da normalidade no mercado de turismo, que virá acompanhado de uma demanda conjunturalmente alta, visto o período longo de restrições às viagens. Em segundo lugar, a nova CVC tem muito mais potencial de geração de resultado. A companhia está reestruturando seu modo de operar, com um serviço muito mais voltado ao encantamento do cliente e um pricing movido a dados. A estrutura da holding está muito mais enxuta, resultado de um processo de revisão da governança corporativa.


Disclaimer disponível no relatório completo. Acesse o documento clicando no link abaixo.

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