Wilson Sons – PORT3

Wilson Sons

TRANSPORTES

Negócios resilientes com crescimento expressivo

A Wilson Sons é uma das mais tradicionais empresas do país.

A empresa foi criada em 1837 como uma transportadora de carvão na Bahia. De lá pra cá, a companhia mudou de mão e de estratégia algumas vezes. Hoje as maiores fontes de receita são os negócios de reboque de navios e operação de portos. Dentro do contexto dos negócios em navegação, estes dois nichos tem uma rentabilidade previsível – e no caso de portos, uma barreira de entrada bem alta. A empresa tem negócios auxiliares, como um estaleiro e áreas de apoio, mais para melhorar o serviço aos seus clientes do que como geradoras de resultado – uma estratégia que tem se provado acertada.

Tradicionalmente, uma estrangeira operando em solo brasileiro.

O controlador indireto da Wilson Sons é uma empresa aberta em Londres chamada Ocean Wilson, que por sua vez é controlada por uma gestora de recursos de origem também europeia chamada Hansa. O controlador nunca se incomodou em ser uma empresa estrangeira em solo brasileiro. Em 2007 a empresa deu início ao seu programa de BDRs aqui no Brasil. Com a entrada de investidores institucionais brasileiros de peso no capital, a gestão optou por melhorar a liquidez das ações em território nacional e recentemente fez uma alteração societária nesta direção. A companhia incorporou a sua controladora direta e se tornou uma empresa listada diretamente na Bovespa.

Uma forma defensiva de se expor à atividade econômica.

O negócio de terminais portuários é um negócio de dominância regional. A necessidade de investimento é altíssima, e além disso ainda é necessário uma concessão do Governo para exploração. A Wilson Sons explora os terminais de Rio Grande e Salvador, tendo renovado recentemente a concessão deste último. Já no negócio de rebocadores, não existe uma barreira de entrada tão proeminente. Em contrapartida, a Wilson Sons tem quase 50% de participação nesse negócio, com uma frota bastante diversa e pulverizada ao longo da costa, o que confere um poder de mercado bastante interessante para a empresa.

O investidor brasileiro gradualmente vai se familiarizando com empresas do setor naval.

Historicamente, a experiência dos investidores nesse setor é bem ruim. As empresas do grupo X, do Eike Batista, OSX e LLX, são os maiores exemplos disso. Outro caso emblemático foi o da Log-In. A empresa adquiriu duas embarcações do estaleiro Atlântico Sul, que se tornou insolvente, não conseguiu entregar e quase quebrou a própria Log-In. O setor tem muitas especificidades, e foi alvo de aportes maciços de capital na década passada por parte do governo, muitas vezes feitos de forma opaca. A eclosão da Lava Jato paralisou o setor naval, afetando evidentemente muito mais as empresas vinculadas a óleo e gás do que as empresas vinculadas a comércio. O que temos hoje é um cenário muito diferente: uma Petrobras saneada, BR do Mar tramitando no legislativo e um comércio exterior vibrante. A Wilson Sons atravessou toda essa tempestade sem nenhum único ano de prejuízo, e nós aqui na Órama acreditamos que seguirá sendo assim no futuro.

Fonte: RI da empresa
Fonte: RI da empresa

E preço?

Exatamente pelo perfil mais resiliente dos negócios e uma baixa penetração nas carteiras dos investidores individuais, a Wilson Sons foi uma das empresas que menos caiu de preço nesse último ciclo de queda. Negociando num PE corrente de 16x e um EV/Ebitda de 4,3x, de fato não são os múltiplos mais baratos da bolsa nesse momento, em especial no contexto do setor de transporte. Mas pelo perfil defensivo dos negócios da empresa e um track record de bastante sucesso, mesmo nos momentos de maior crise no setor, acreditamos que o múltiplo se justifica. Considerando os múltiplos dos pares aqui e lá fora, vislumbramos um upside de 30% nessa empresa.


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