Simpar – SIMH3

Simpar

TRANSPORTES

Uma das empresas mais bem geridas deste país.

Uma holding de negócios rodoviários com muitas sinergias.

Os principais negócios da Simpar são:

Movida – locadora de automóveis no varejo (RAC) e gestão de frotas (GTF), detentora de quase 170 mil veículos leves.

Vamos – A maior locadora de caminhões do país, com cerca de 6% do mercado total e muito espaço pra crescer.

JSL – Empresa de logística rodoviária, com portfólio amplamente diversificado e contratos de longo prazo.

Longa história de entregas de sucesso.

A Transportadora Júlio Simões foi fundada em 1956 pelo imigrante português Júlio Simões, e se mantém até hoje uma companhia familiar. A controladora da Simpar é a holding familiar JSP, detentora de 56,2% das ações. Hoje quem dá as cartas na empresa é o filho caçula Fernando Simões, que é o CEO da Simpar e preside os conselhos de todas as subsidiárias.

Negócios em diferentes estágios de maturação, com um elemento em comum: transportes rodoviários.

Quando a família decidiu ir além da logística, despontou. Em 2013 adquiriram a Movida, uma locadora de veículos com uma frota de 2350 carros. Hoje a Movida é a terceira maior do setor. Na Vamos, a perspectiva de crescimento é ainda melhor, pois ela lidera o mercado. As demais subsidiárias – seja nos negócios de leasing, concessionárias ou infraestrutura – serão o driver de crescimento da empresa muito além dos próximos 5 ou 10 anos. Esta é uma empresa verdadeiramente pensada para o longo prazo.

Estratégia tem sido muito inteligente e entrega impecável.

A Simpar tem hoje dois negócios estáveis e altamente lucrativos: a Movida e a JSL logística. Esses mercados estão razoavelmente consolidados, e com isso as taxas de crescimento já não são mais tão aceleradas. Neste momento, o negócio que vem chamando mais atenção na Holding é a Vamos, que é uma locadora de caminhões. O mercado é extremamente pulverizado, e a Vamos vem crescendo tanto organicamente quanto por aquisições, empregando quase 3 bilhões em investimentos somente nos nove primeiros meses de 2021. Assim como aconteceu na Movida, a Vamos deve atravessar ainda alguns anos de crescimento acelerado até a estabilização do mercado, e posteriormente uma racionalização de processos tendo em vista aumentar a lucratividade e melhorar margens.

Concomitante a isto, a empresa segue semeando as suas próximas avenidas de crescimento. No segmento de concessionárias, a Original acabou de fazer duas grandes aquisições e triplicar de tamanho. Com a mudança, contrataram também Alessando Soldi como CEO da empresa, o fundador da Sagamar, uma das adquiridas. É importante salientar que as negociações com as montadoras são feitas a nível de holding, então quanto maior o tamanho das operações, mais veículos a companhia adquire anualmente, e portanto mais poder de barganha tem contra as montadoras para conseguir melhores condições comerciais. A Original passa a ser uma empresa de 3 bilhões de Reais de faturamento anual.

No negócio de leasing, a BBC acaba de contratar o executivo Paulo Caffarelli como CEO. Vemos essa contratação como extremamente positiva – Caffarelli foi o presidente do Banco do Brasil durante o governo Temer, e posteriormente presidente da Cielo. A BBC acaba de obter autorização do Bacen para operar como banco. Já em infraestrutura, a CS Brasil adquire a operadora de aterros sanitários Ciclus, se preparando para crescer em um negócio ainda na adolescência aqui no Brasil que é o saneamento. O novo marco do saneamento deverá canalizar cada vez mais recursos das prefeituras à uma gestão de lixo mais eficiente.

Pricing: múltiplos razoáveis, desconto de holding e muita opcionalidade.

Vamos avaliar a Simpar. Com uma conta simples de soma das partes, usando como base o valor de mercado das subsidiárias e desconsiderando completamente as subsidiárias de capital fechado, chegamos a um desconto de quase um quinto sobre o valor de mercado das participações somadas. Os múltiplos de JSL e Movida estão bem razoáveis. Já o da Vamos está esticado por causa do crescimento acelerado. Nós aqui na Órama entendemos que este múltiplo é adequado – a Vamos é líder disparada num nicho muito pulverizado e com uma fatia de mercado atualmente bem pequena. Isso, junto com o histórico de entrega do grupo, nos faz ter certeza do sucesso da cia. como consolidadora. Os movimentos recentes da companhia nas subsidiárias de capital fechado também sinalizam uma perspectiva muito positiva. A família controladora da Simpar aproveitou o movimento de euforia do mercado para se capitalizar, tanto na Vamos quanto na JSL, e agora vem empregando o capital no crescimento do grupo da forma inteligente que sempre fez.


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